Larissa Moreira, nutricionista e convive com diabetes tipo 1 há mais de 16 anos, organizou cada detalhe antes de fazer uma trilha de 7 km com amigos. Ela preparou a mochila com glicosímetro, kit hipo, água, protetor solar, chapéu e snacks. Além disso, tomou café da manhã uma hora antes do percurso, combinando proteína e carboidratos, conforme recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
“Comecei a trilha com glicemia entre 90 e 150 mg/dL, o que ajuda a reduzir o risco de hipoglicemia”, disse Larissa.
Ela explica que se o café fosse tomado menos de uma hora antes, precisaria priorizar carboidratos; se fosse mais de 1h30, a refeição teria que incluir gordura, proteína e carboidratos.
Acompanhamento constante da glicose
Durante a subida, Larissa acompanhou a glicemia a cada passo. Cerca de uma hora depois, os níveis começaram a cair, mas não chegaram à hipoglicemia. Ainda assim, ela suplementou carboidratos para manter energia.
“Além disso, o calor aumenta a vasodilatação, o que melhora a sensibilidade à insulina. Por outro lado, isso aumenta o risco de hipoglicemia. Por isso, aumentei a atenção e bebi água constantemente”, explicou.
Larissa ingeriu cerca de 500 ml por hora, sempre aos poucos, evitando desidratação e mantendo a resposta da insulina adequada.
Estratégias para o topo e a descida
No ponto mais alto da trilha, Larissa fez um lanche leve com frutas e castanhas. Esse cuidado ajudou a manter a glicemia estável e a preparar o corpo para a descida. Ela destaca que a hidratação constante, combinada com a alimentação correta, permitiu completar a trilha sem episódios de hipoglicemia.
“Durante todo o percurso, ajuste de carboidratos e monitoramento constante foram essenciais. Planejamento e atenção à glicose tornaram a atividade segura”, afirmou.
Lições para quem convive com diabetes tipo 1
A experiência de Larissa reforça práticas recomendadas por especialistas: monitoramento frequente, alimentação adequada antes e durante o exercício, hidratação e atenção às condições ambientais. Essas estratégias ajudam a manter a glicemia estável, mesmo em atividades físicas intensas ao ar livre.
“Além disso, atividades físicas regulares podem melhorar a sensibilidade à insulina. No entanto, é fundamental planejar cada detalhe, desde a refeição até a hidratação, para reduzir riscos”, acrescentou a nutricionista.