As frutas são saudáveis e ricas em vitaminas, mas geram muitas dúvidas quando o assunto é o controle glicêmico. No DiabetesCast, o jornalista Tom Bueno e a nutricionista Juliana Batista debatem o impacto real das frutas na rotina de quem tem a condição.
Muitas pessoas acreditam que, por ser natural, o suco de fruta está liberado à vontade. Entretanto, essa escolha pode ser uma armadilha para a glicemia, especialmente no café da manhã.
Por que mastigar é melhor que beber
Ao fazer um suco de laranja, por exemplo, utilizamos cerca de quatro unidades. Nesse processo, as fibras – essenciais para retardar a absorção do açúcar – são descartadas. O que resta no copo é a frutose concentrada.
Juliana Batista alerta: “O ideal é você comer a fruta, mastigar e comer, do que o suco”. A forma líquida faz a glicose subir muito mais rápido. Portanto, a relação entre frutas e diabetes deve priorizar sempre o alimento in natura e com casca, quando possível.
A medida certa na palma da mão
Não é preciso cortar as frutas, mas sim controlar as porções. A nutricionista ensina uma técnica simples: uma porção de fruta equivale, em média, ao tamanho da sua mão fechada ou o que cabe dentro dela em formato de concha.
O ideal é distribuir essas porções ao longo do dia. Comer várias frutas de uma vez pode causar um pico indesejado. O equilíbrio é fundamental para que a união entre frutas e diabetes seja benéfica e não prejudicial.
Banana, beterraba e combinações
A banana e a beterraba costumam ser temidas por serem mais doces. Porém, Juliana desmistifica esse medo. A beterraba crua ralada mantém suas fibras e tem menor impacto que a cozida.
Já a banana pode ser consumida se acompanhada de fibras ou gorduras boas. Adicionar farelo de aveia, chia ou castanhas ajuda a reduzir a velocidade de absorção do carboidrato. “A gente vai colocar junto a fibra e a proteína, que a proteína ela serve como um freio”, ensina Juliana. Assim, você aproveita o sabor sem descuidar da saúde.