Muitas pessoas têm dúvidas sobre a relação entre o mel e o diabetes. Afinal, quem tem a condição pode consumir o mel por ele ser um produto natural? Essa é uma polêmica comum, como destaca o jornalista Tom Bueno, do nosso canal “Um Diabético”. Embora muitas pessoas vejam o mel como um substituto do açúcar, seu impacto na glicemia é significativo.
No entanto, existe uma situação muito específica onde ele se torna não apenas uma permissão, mas algo vital: o tratamento da hipoglicemia. Mas e no dia a dia, a pessoa pode consumi-lo?
O mel no tratamento da hipoglicemia
A hipoglicemia ocorre quando os níveis de glicose no sangue caem muito, geralmente abaixo de 70 mg/dL. Nesses casos, a pessoa precisa consumir um carboidrato de ação rápida para elevar a glicemia rapidamente. O mel, por ter um alto índice glicêmico, cumpre exatamente essa função.
Portanto, cerca de 15 gramas de mel (uma colher de sopa) podem ser suficientes para reverter um quadro de hipoglicemia, agindo de forma rápida para restabelecer os níveis de glicose. Nessa situação de emergência, o mel pode, de fato, “salvar uma vida”.
O impacto do mel no consumo diário
A grande questão, entretanto, é o uso do mel na rotina alimentar. Para esclarecer esse ponto, Tom Bueno conversou com a nutricionista Carol Netto, em vídeo para o canal “Um Diabético”. A especialista explica que o mel, apesar de seus nutrientes (muitos o usam para tosses em crianças), possui uma quantidade considerável de carboidratos.
“Uma colher de sopa de mel tem cerca de 12 gramas de carboidrato”, pontua a nutricionista.
Mais importante do que isso, a nutricionista fez um alerta crucial sobre o mel e o diabetes. “O mel tem o índice glicêmico, a mesma potência glicêmica do açúcar refinado”, explicou Carol Netto. Isso significa que, mesmo sendo natural, ele eleva a glicose no sangue com a mesma velocidade e intensidade que o açúcar comum.
Afinal, pode ou não pode?
Diante disso, a recomendação da especialista é clara: quem tem diabetes pode consumir mel, mas com extrema moderação. “Pode, mas tem que ser uma exceção e não uma regra”, afirma. O consumo exagerado vai, inevitavelmente, causar uma hiperglicemia.
Além disso, a nutricionista destaca que as pessoas não devem usar o mel como um substituto de adoçantes no dia a dia, justamente por ele ter a mesma potência do açúcar.
Em resumo, a relação entre o mel e o diabetes é delicada. Ele é um aliado poderoso e rápido para corrigir episódios de hipoglicemia. Contudo, para o consumo regular, a pessoa deve tratá-lo como o açúcar refinado: uma exceção que exige contagem de carboidratos e muito controle para não descompensar a glicemia.