O feijão, uma paixão nacional, frequentemente gera dúvidas para quem lida com o diabetes. Será que existe um tipo melhor que o outro? O feijão preto é melhor que o carioquinha? Essa é uma pergunta comum. Para esclarecer essa questão, o jornalista Tom Bueno, em seu canal no YouTube, buscou a opinião da nutricionista Carol Netto. A resposta dela pode surpreender: o tipo de grão não é o fator principal. O segredo do feijão para quem tem diabetes está, acima de tudo, no equilíbrio. Segundo Netto, “não existe melhor feijão para quem convive com diabetes. Todos têm o mesmo efeito em relação ao consumo”.
Entendendo o impacto do feijão na glicemia
Embora o feijão seja uma fonte de carboidratos, ele é um aliado valioso na gestão da condição. Isso acontece porque ele é rico em fibras solúveis e insolúveis, além de proteínas. Essa combinação ajuda a retardar a digestão e a absorção do açúcar no sangue, resultando em um índice glicêmico (IG) baixo. Em outras palavras, o feijão ajuda a evitar picos de glicose após a refeição. Portanto, incluir feijão para quem tem diabetes é, de fato, uma prática recomendada pela maioria dos nutricionistas.
A importância do modo de preparo
Se o tipo (preto, carioca, branco, etc.) não é o diferencial, o método de preparo certamente é. O feijão tradicional, cozido apenas com temperos naturais como alho, cebola, louro e um fio de azeite, é a melhor opção. Contudo, é preciso atenção aos acompanhamentos do cozimento. Itens como paio, bacon e linguiça calabresa, apesar de saborosos, adicionam uma grande quantidade de gordura saturada e sódio. Esses elementos não são ideais para a saúde cardiovascular, que já exige atenção redobrada de quem tem o diabetes.
Arroz e feijão: a dupla perfeita
A clássica combinação brasileira de arroz com feijão é nutricionalmente muito interessante. Juntos, eles formam uma proteína de alto valor biológico, semelhante à da carne. Para quem busca otimizar o controle glicêmico, a preferência deve ser pelo arroz integral, que oferece mais fibras. No entanto, o arroz branco não é proibido. O segredo, como destacou a nutricionista Carol Netto, é o equilíbrio nas porções. O feijão, por ter mais fibras, deve estar presente em uma proporção igual ou ligeiramente maior que o arroz.
Qual a melhor hora e forma de consumir?
O feijão se encaixa perfeitamente nas refeições principais, como almoço e jantar. Uma estratégia eficaz para modular a resposta glicêmica é a ordem dos alimentos no prato. Especialistas recomendam iniciar a refeição pelas saladas (folhas e vegetais crus), seguidas pelos legumes cozidos e pela proteína (carne, frango, peixe ou ovos). Deixar o arroz e o feijão por último no prato ajuda o corpo a processar os carboidratos de forma mais lenta, mitigando os picos de glicose.
Em resumo, não se preocupe se na sua casa o favorito é o feijão preto ou o carioquinha. Como bem apontado por Carol Netto no vídeo do jornalista Tom Bueno, o importante é a moderação. O feijão é um alimento nutritivo que, quando preparado de forma saudável e consumido em porções adequadas, é um grande aliado na manutenção de boas glicemias.
