A dúvida de quem convive com diabetes sobre a paçoca
Afinal, quem tem diabetes pode comer paçoca? Essa é uma dúvida frequente para quem vive com a condição e busca conciliar o prazer de comer com o controle glicêmico. O jornalista Tom Bueno, que vive com diabetes, levantou essa questão em seu canal, Um Diabético. Ele trouxe esclarecimentos essenciais com a ajuda da nutricionista Carol Netto.
A resposta curta e animadora é: sim, quem tem diabetes pode comer paçoca, mas o consumo exige estratégia e atenção ao controle da glicemia. É fundamental entender como esse doce popular, feito à base de amendoim, impacta o organismo. Por isso, especialistas precisam orientar.
A influência da gordura e do carboidrato no doce
O amendoim é o principal ingrediente da paçoca. Assim, o doce tem uma quantidade significativa de gordura. De acordo com a nutricionista Carol Netto, a gordura da paçoca é um ponto crucial, especialmente para quem tem diabetes tipo 1. A gordura pode retardar a absorção do carboidrato. Isso causa um aumento tardio da glicemia. Esse pico pode ocorrer horas depois da ingestão, de duas a até seis horas. Portanto, você deve monitorar a glicemia antes e depois do consumo, várias vezes.
Além da gordura, o carboidrato exige atenção imediata, pois ele se transforma em glicose no sangue de forma mais rápida. Consequentemente, a quantidade de paçoca consumida faz toda a diferença. Tanto quem tem diabetes tipo 1 quanto quem tem tipo 2 deve limitar o consumo a apenas uma unidade. O jornalista Tom Bueno reforça que comer um pacote inteiro, por exemplo, exigirá um esforço e uma atenção muito maiores para o controle.
Estratégias para consumir paçoca com segurança
Para quem convive com diabetes tipo 2, a nutricionista Carol Netto oferece dicas valiosas para incluir a paçoca na alimentação. Uma das principais é comer o doce preferencialmente como sobremesa. Quando a pessoa ingere a paçoca após uma refeição com fibras, o índice glicêmico dela diminui naturalmente. Isso ajuda a evitar picos. Outra estratégia importante é fazer “trocas” na refeição: a pessoa deve reduzir a ingestão de carboidrato em outro alimento para abrir espaço para o doce.
Para quem tem diabetes tipo 1, que costuma fazer a contagem de carboidratos e aplicar insulina, um cuidado especial com o pós-prandial tardio se faz necessário. O alto teor de gordura pode prolongar o impacto na glicemia. Por isso, a pessoa precisa ficar atenta e monitorar a glicemia antes e depois do consumo por um período estendido. Se a pessoa usa bomba de infusão de insulina, ela pode usar recursos como o bônus estendido para cobrir esse impacto prolongado da gordura, conforme explica Carol Netto.
Paçoca tradicional versus Zero Açúcar
Tom Bueno levanta em seu vídeo a grande questão: qual paçoca é melhor, a tradicional ou a zero açúcar? A nutricionista e o jornalista analisam as opções. Embora ambas contenham gordura, a principal diferença está na quantidade de carboidrato.
Uma paçoca tradicional pode ter cerca de 13 gramas de carboidrato. Em contraste, a versão zero açúcar geralmente apresenta cerca de 7 gramas — quase o dobro de carboidratos a menos. Portanto, na hora de escolher, a paçoca zero açúcar é a melhor opção para quem tem diabetes. Ela tem um impacto menor e mais fácil de gerenciar na glicemia. Se você quiser comer a paçoca tradicional, a regra é clara: coma apenas uma unidade, saiba exatamente a quantidade de carboidrato que está ingerindo e redobre a atenção ao monitorar a glicemia antes e depois. Lembre-se, você pode incluir o consumo de um doce na vida de quem tem diabetes, desde que com moderação e informação.
O vídeo de Tom Bueno, disponível no Canal Um Diabético no Youtube, convida todos que convivem com a condição a buscarem sempre informações. Não tenha medo de desfrutar de seus doces preferidos, mas faça isso com responsabilidade e controle.
Qual é a sua estratégia para consumir doces com segurança no controle do diabetes?