Em um episódio saboroso e desafiador do quadro “Diabético Pode” em nosso canal no Youtube, o jornalista Tom Bueno discutiu uma iguaria brasileira amada por muitos: o pão de queijo. Ele é uma pessoa que vive com a condição. A dúvida é comum: quem tem diabetes pode comer pão de queijo? A resposta é “sim”, porém, traz um alerta crucial. Pão de queijo exige atenção redobrada no controle glicêmico.
Tom Bueno iniciou o vídeo sentindo o aroma delicioso da quitanda mineira. Contudo, ele destacou a dificuldade em equilibrar a glicemia após o consumo desse alimento. O jornalista confessou, por exemplo, que em 17 anos com o diagnóstico, ele nunca “acertou uma vez a contagem de carboidrato de pão de queijo“.
Os ingredientes que tornam o pão de queijo complexo
O segredo por trás do desafio que o pão de queijo representa está na sua composição. Analisando a lista de ingredientes (polvilho, água, ovo, queijo, fécula de mandioca, óleo de soja, leite em pó, queijo parmesão, creme de leite, sal e soro de leite em pó), Tom Bueno identificou os grandes responsáveis pela dificuldade no manejo da glicose: carboidratos, gordura e proteína.
Em um pão de queijo de tamanho médio (cerca de 50 gramas), encontramos aproximadamente 12 gramas de carboidrato. O carboidrato se transforma integralmente em glicose no sangue, sendo o foco primário da contagem de quem usa insulina. Contudo, o grande obstáculo que faz o pão de queijo exigir atenção redobrada no controle glicêmico é a gordura.
“O maior desafio ao comer um pão de queijo não é o carboidrato, é a gordura.” – Tom Bueno
A gordura, em especial o óleo, atrasa a absorção do carboidrato. Isso significa que a elevação da glicemia pode ocorrer mais tardiamente e se estender por mais tempo, dificultando o cálculo da dose de insulina ou o ajuste da medicação oral.
Estratégias para quem tem diabetes e adora pão de queijo
Portanto, quem vive com a condição pode sim saborear pão de queijo, mas precisa estar ciente de que a tarefa de manter a glicemia controlada será mais trabalhosa.
O principal ponto de atenção está na quantidade. Tom Bueno enfatizou que um pão de queijo é aceitável, mas consumir dois ou, pior, três, já representa um exagero que certamente impactará o controle glicêmico. Moderação é fundamental.
Para aqueles que têm o diabetes tipo 2 e produzem alguma insulina, a recomendação é semelhante: além da moderação, a inclusão de atividade física como uma caminhada ajuda a utilizar a glicose e a compensar o consumo. Da mesma forma, quem faz uso de insulina se beneficia muito com o exercício após o consumo de alimentos ricos em gordura e carboidrato.
A dificuldade na contagem de gordura é reconhecida pelo jornalista:
“É muito difícil fazer a contagem da gordura. Por mais que as pessoas expliquem e ensinem, a gente sabe que na prática não é tão simples assim e cada organismo reage de uma forma.”
O importante é monitorar a glicemia e aprender como seu corpo reage. O pão de queijo exige atenção redobrada no controle glicêmico, mas com monitoramento e escolhas conscientes, é possível desfrutá-lo ocasionalmente.