O queijo é um alimento amado por muitos. Quem tem diabetes frequentemente se pergunta sobre a segurança e o impacto de incluí-lo na dieta. Afinal, quem tem diabetes pode comer queijo? O jornalista Tom Bueno, que vive com a condição e divide sua rotina no canal “Um Diabético” no Youtube, explorou essa questão em um vídeo. Ele contou com a expertise da nutricionista Carol Netto para fornecer as respostas.
De forma geral, a resposta é positiva, mas exige moderação e escolhas conscientes. A preocupação de muitas pessoas reside no potencial do queijo em elevar a glicemia.
Entendendo a composição do queijo
Para saber se quem tem diabetes pode comer queijo sem preocupação, é fundamental entender seus componentes nutricionais. A nutricionista Carol Netto esclareceu que, em geral, o queijo apresenta um baixo teor de carboidrato, mas é rico em proteína e gordura.
“O queijo normalmente tem baixo teor de carboidrato. É uma quantidade bem pequena de carboidrato, mas tem proteína e gordura em algumas situações“, explicou Carol Netto.
Esta composição é importante porque tanto a proteína quanto a gordura, embora em menor proporção e em um ritmo mais lento que o carboidrato, também se transformam em glicose no organismo. Enquanto o carboidrato vira glicose rapidamente, a proteína leva cerca de três horas, e a gordura pode demorar de quatro a seis horas para ser convertida, conforme o próprio Tom Bueno observou sobre sua experiência. Portanto, o impacto na glicemia pode ser tardio.
A importância da quantidade e da escolha
A chave para incluir o queijo na alimentação de quem convive com o diabetes é a moderação e a escolha do tipo de queijo. É importante lembrar que o exagero sempre pode ter um impacto negativo na saúde e no controle do diabetes.
A nutricionista Carol Netto destacou que os queijos brancos tendem a ter menos gordura, o que os torna opções mais saudáveis. Isso, contudo, não significa que outros tipos devam ser totalmente evitados.
“Os queijos brancos têm menos gordura, portanto são mais saudáveis,” afirmou a especialista.
Ao fazer uma escolha, opte por queijos como o minas frescal, conhecido por seu baixo teor de gordura. Outras boas opções incluem o muçarela (em comparação ao prato, a diferença é pequena, mas a muçarela é uma escolha melhor, por ser mais branquinha e ter menos gordura) e, especialmente, a muçarela de búfala, que é considerada uma excelente alternativa.
Por outro lado, queijos mais amarelos ou aqueles com mais gordura, como o parmesão ou o brie (que, embora branco, pode ser trufado e conter mais gordura), devem ser consumidos com maior cautela e em porções ainda menores.
A regra de ouro: moderação e monitoramento
Em resumo, quem tem diabetes pode comer queijo sem problemas, contanto que siga duas diretrizes essenciais: não exagerar na quantidade e monitorar a glicemia.
A moderação é a palavra-chave. Consumir queijo em excesso, especialmente os mais gordurosos, pode levar a um aumento da glicose, que se manifesta horas após a refeição devido à conversão mais lenta de proteínas e gorduras em glicose.
Tom Bueno reforçou o principal recado ao concluir o vídeo: “quem tem diabetes pode comer queijo, desde que saiba a quantidade, não exagere e monitore a glicemia.” O monitoramento é crucial, pois ele permite que cada pessoa entenda como seu organismo reage aos diferentes tipos e quantidades de queijo, ajudando a fazer as melhores escolhas alimentares para manter o bom controle glicêmico.