Garantir uma boa noite de sono sem sustos com a glicemia baixa é uma preocupação comum de pais e mães de crianças com diabetes tipo 1. Para reduzir o risco de hipoglicemia de madrugada, a nutricionista Maristela Strufaldi recomenda atenção não apenas ao que a criança come à noite, mas também ao esquema de aplicação de insulina.
A ceia ideal vai além dos alimentos
Segundo Maristela, o primeiro passo é avaliar como está o controle da insulina.
“Então, entender como que está o esquema, né? Sendo criança, com diabetes tipo 1. Então, como está o esquema de insulinização, para ver se não tem um efeito ali de mais risco de hipoglicemia”, explica.
Ou seja, mesmo uma ceia equilibrada pode não ser suficiente se o corpo estiver recebendo mais insulina do que precisa naquele período da noite.
Combinação de nutrientes ajuda a manter a glicose estável
Ainda assim, a escolha dos alimentos certos na ceia pode ajudar, e muito. A nutricionista orienta que o ideal é oferecer uma refeição leve e balanceada.
“Uma ceia mais silenista, então, que tenha uma quantidade de carboidrato associada à proteína, na gordura de boa qualidade, pode ser interessante”, afirma.
Essa combinação ajuda a manter os níveis de glicose mais estáveis por mais tempo, já que a absorção dos carboidratos ocorre de forma mais lenta quando acompanhada de gordura e proteína.
Exemplos práticos para o dia a dia
Para facilitar a rotina das famílias, Maristela dá sugestões acessíveis.
“Um mingau de aveia, né? A gente tem o leite com aveia, um pouquinho de canela, sem adição de açúcar, pode ser interessante”, sugere.
Outra opção fácil de preparar é fruta com pasta de amendoim.
“Uma bananinha com pasta de amendoim, às vezes alguma estratégia como produto especializado, voltado para quem tem diabetes, que tem carboidrato de lenta absorção, mais gordura de boa qualidade, proteína.”, detalha.
Monitoramento contínuo também é importante
Mesmo com uma ceia adequada, o monitoramento da glicemia continua sendo essencial.
“Monitorar, incluir uma ceia com carboidrato de lenta absorção, como aveia foi um exemplo aqui, e lembrar da proteína e da gordura como estratégia também”, reforça Maristela.
Portanto, ajustar a alimentação da ceia à rotina de aplicação de insulina e incluir alimentos que sustentam a glicemia ao longo da noite são cuidados fundamentais para proteger a saúde da criança.
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