O uso de sensor de glicose passou a integrar a rotina de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 atendidas pela rede pública de saúde em Criciúma (SC) . O município oferece acesso gratuito ao dispositivo para pacientes com diabetes tipo 1 entre 2 e 14 anos desde julho de 2025.
Henrique Teza Batista , de sete anos, convive com a condição e utiliza o sensor de glicose FreeStyle Libre 2 Plus no braço. Ele explica que aproxima o celular do sensor para visualizar os dados. Com base nas informações, ele já identifica quando precisa se alimentar ou ajustar a dose de insulina.
David de Souza também participa do programa. Ele relata que antes realizava medições por meio de punções no dedo. Com o sensor, o acompanhamento passou a ocorrer por leitura no celular, sem necessidade de perfuração constante.
Sensor de glicose no diabetes permite leitura contínua da glicemia
O sensor de glicose realiza medições frequentes ao longo do dia. O dispositivo registra os níveis de glicose e envia os dados para leitura por aplicativo ou leitor compatível.
O equipamento utilizado no programa permanece no corpo por até 15 dias. Durante esse período, o paciente acessa as informações sempre que necessário. A leitura ocorre por aproximação, sem coleta de sangue.
A equipe de saúde acompanha os dados gerados. Os relatórios incluem gráficos e registros dos últimos dias. As informações indicam períodos de glicose elevada, dentro da faixa ou abaixo do esperado.
Dados ajudam equipe a ajustar tratamento
Os profissionais utilizam os relatórios para avaliar o comportamento glicêmico de cada paciente. A análise considera variações ao longo da semana e possíveis mudanças na alimentação ou rotina.
Os registros permitem identificar padrões. A equipe observa se há aumento de glicose em determinados dias ou horários. Com base nesses dados, os profissionais orientam ajustes no tratamento.
O acompanhamento individual ocorre de forma contínua. Cada paciente recebe avaliação específica, de acordo com os dados registrados pelo sensor.

Acesso ao sensor de glicose no diabetes ocorre por programa municipal
A Secretaria Municipal de Saúde estruturou o programa com base no levantamento de pacientes com diabetes tipo 1 na faixa etária definida. As famílias foram chamadas para cadastro e inclusão no atendimento.
O processo inclui avaliação por profissionais de saúde. Após a análise, o paciente passa a integrar o grupo atendido. Davi entrou na primeira turma do programa após encaminhamento da unidade de saúde.
Atualmente, cerca de 40 pacientes participam da iniciativa. O município estuda ampliar o número de beneficiados até o fim de 2026. A proposta inclui expansão para outros perfis de pacientes, como gestantes com necessidade de monitoramento.
Diagnóstico precoce e acompanhamento familiar
Henrique recebeu acompanhamento após identificação de alterações na glicemia. A família já convivia com o diabetes tipo 1 em outro membro. Os responsáveis acompanharam a evolução por meio de exames, como a hemoglobina glicada.
Os resultados indicaram aumento progressivo dos níveis de glicose. A partir desse ponto, a família iniciou o acompanhamento como paciente com diabetes.
O uso do sensor permitiu acesso constante às informações. Os pais passaram a monitorar os dados em tempo real. O dispositivo emite alertas quando os níveis saem da faixa estabelecida.
Rotina muda com monitoramento contínuo
Antes do uso do sensor, os responsáveis realizavam medições durante a noite. O controle exigia interrupções frequentes do sono para verificar a glicemia.
Com o dispositivo, o acompanhamento ocorre por meio de alertas. O sistema informa quando há variação nos níveis de glicose. A família acessa os dados a qualquer momento.
O monitoramento contínuo também permite acompanhar tendências. Os gráficos indicam se a glicose está em elevação ou queda. Essas informações orientam decisões no dia a dia.
Programa avalia ampliação para outros públicos
A Secretaria de Saúde avalia a inclusão de novos grupos no programa. Entre as possibilidades estão gestantes com necessidade de controle glicêmico e pacientes com outras condições que exigem monitoramento.
A ampliação depende de análise financeira e estrutura disponível. A gestão municipal já estuda a viabilidade de expansão da faixa etária e do número de atendidos.
O programa mantém acompanhamento regular dos pacientes atuais. A equipe segue avaliando os resultados com base nos dados gerados pelo sensor.