Cientistas desenvolvem insulina oral para tratamento do diabetes

Tecnologia

Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, estão trabalhando no desenvolvimento de uma insulina oral. Essa inovação pode mudar o tratamento do diabetes eliminando a necessidade de injeções frequentes para controlar o nível de glicose no sangue.

A insulina oral já foi testada em animais, como ratos, camundongos e babuínos saudáveis, apresentando resultados promissores, conforme publicado na revista científica Nature. Agora, a expectativa é conduzir testes em seres humanos já a partir do próximo ano de 2025.

Especialistas afirmam que os resultados obtidos com os animais indicam que essa nova forma de insulina pode ter vantagens sobre a versão injetável. Isso porque a insulina oral é direcionada ao fígado, onde pode ser absorvida ou entrar na corrente sanguínea de forma mais eficaz.

O diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo caracterizada pela produção ineficiente ou resistência à ação da insulina, o hormônio responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue.

Dados da pesquisa Vigitel Brasil 2023 mostram que 10,2% da população brasileira vive com diabetes, destacando a importância de avanços como a insulina oral.

Até agora, o uso da insulina por via oral não era viável devido à sua natureza proteica, que a torna suscetível à digestão no estômago. No entanto, os pesquisadores desenvolveram nanopartículas que resistem a esse processo, permitindo a absorção adequada da substância.

Além de proporcionar uma alternativa mais confortável para os pacientes, a insulina oral pode aumentar a adesão ao tratamento, eliminando a necessidade de injeções frequentes e o desconforto associado a elas.

Embora ainda haja um longo caminho a percorrer antes que a insulina oral esteja amplamente disponível, essa descoberta representa um avanço no tratamento do diabetes.

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