O vídeo do momento em que o ator José Loreto conta ao público como foi o diagnóstico viralizou, repercutindo nas redes sociais, com compartilhamentos e comentários de pessoas que também convivem com a condição. O ator conta que tudo aconteceu durante uma viagem com seus pais para o Rio Grande do Norte, quando tinha entre 14 e 15 anos.
Durante o trajeto, percebeu sintomas como muita sede e vontade frequente de ir ao banheiro, sinais de que a glicemia estava alta e o corpo tentava eliminar o excesso de açúcar. José brinca que a situação teve um momento curioso: ao ir ao banheiro, percebeu a presença de formigas no vaso sanitário.
“Estava dando formiguinha no meu xixi, então eu ficava afogando elas com o xixi. Fiquei afogando elas, mas não parava de aparecer”, conta.
Ao chamar o pai, que é médico, veio a constatação: diabetes tipo 1. O ator explica que, assim como ainda acontece hoje, o acesso à informação sobre a doença, formas de controle e tratamento ainda pode ser limitado. Atualmente, no Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas têm diabetes, e aproximadamente 6 milhões ainda não sabem que possuem a condição.
Rotina e acompanhamento
Ao falar sobre o dia a dia com a doença, José Loreto afirma que aprendeu a ter disciplina e a manter atenção constante ao controle da glicemia. Ele conta que anda sempre com o kit completo: medidor de glicemia, insulina e alimentos para situações de hipoglicemia.
Segundo o ator, o monitoramento funciona como uma espécie de “matemática diária” e, com o tempo, torna-se algo natural e prático. Por isso, ele reforça a importância do diagnóstico e do início do tratamento o quanto antes, além da busca por informação ao identificar possíveis sintomas.
A importância da influência e do exemplo
Na entrevista, José Loreto destacou que busca cada vez mais dar visibilidade ao tema e incentivar a conscientização sobre o diabetes. Ao ministrar palestras em escolas, ele afirma sentir orgulho ao ver crianças se identificando com sua história e percebendo que é possível crescer com qualidade de vida. A representatividade, segundo ele, pode impactar e orientar muitas vidas.
“A gente pode tudo. Nunca me limitei a nada por conta do diabetes. Não é um bicho de sete cabeças, dá para viver muito bem”, finaliza o ator.
A tecnologia, o conhecimento e o diálogo sobre o tema têm sido aliados importantes para pessoas com diabetes tipo 1. Além de facilitar o tratamento, a disseminação de informação contribui para ampliar o acesso e a conscientização em todo o Brasil.
O que é o diabetes tipo 1?
É uma doença crônica autoimune em que o sistema imunológico ataca erroneamente as células do pâncreas. Isso resulta na destruição dessas células e, consequentemente, em pouca ou nenhuma produção de insulina, hormônio responsável por converter a glicose em energia, elevando o açúcar no sangue.
Pode ocorrer na infância, adolescência e também em adultos. O tratamento se dá pela administração de insulina (injeções ou bomba) para o controle da glicemia, além de monitoramento constante e alimentação adequada.
Entre os sintomas mais comuns estão fome e sede excessivas, perda de peso repentina, necessidade frequente de urinar, cansaço e/ou visão embaçada. É importante procurar um médico para investigação e diagnóstico precoce.