Huumm, dá para imaginar diversas formas de comer ou incluir milho na alimentação, não é? Mas, poucas pessoas procuram saber sobre as propriedades nutricionais do amarelinho. E, para os diabéticos, surge a dúvida: pode ou não pode comer?
Da Redação Um Diabético
Milho não é salada!

De cara, a primeira informação pode ser surpreendente para muitas pessoas. Mas é isso: milho não é salada, milho é carboidrato! A Carol Netto, nutricionista, deixou claro que o alimento tem proteína vegetal e fibra, mas a quantidade de carboidrato não pode ser ignorada.
E quando falamos em carboidrato, já sabemos que a situação é mais delicada para o diabético, que deve fazer o controle da quantidade consumida para que não sofra um pico de glicemia no organismo.
A Carol Netto, para nos ajudar entender a quantidade de carboidrato presente no milho, disse que – nesse sentido – o alimento é bem parecido com o arroz. Inclusive, a dica é não comer os dois juntos ou colocar apenas metade da quantidade cada ingrediente no prato para que a soma final fique dentro do ideal.

ATENÇÃO AOS ACOMPANHAMENTOS
A versatilidade do milho é um dos motivos de ser um alimento tão querido. Refogado, assado ou cozido, também é uma delícia em pratos como pamonha, cural e bolo!
Mas é preciso consciência e muito autocontrole na hora de dosar a quantidade do milho. Não podemos esquecer que as calorias dos acompanhamentos tradicionais também devem ser contabilizados.

O famoso milho quentinho com manteiga derretendo? Uma delícia, não é?! Mas, enquanto cem gramas de milho têm, em média, 15 gramas de carboidrato, se você coloca a manteiga está incluindo gordura à sua refeição. Isso vai provocar um retardamento da subida da glicose, até, cerca de três horas depois, ela subir de uma vez! Um perigo que pode ser evitado.
Então, sim, o diabético pode comer milho, mas com moderação e consciência das demais escolhas do prato. O monitoramento da glicose, duas horas antes e duas depois, também é importante para saber como o milho impactou no controle da sua glicemia.
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Orientações dadas, conta pra gente: como você prefere comer milho? E como faz pra que ele não se torne o vilão do seu controle glicêmico?
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