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    85% das amputações por pé diabético começam com uma ferida, diz especialista; saiba como prevenir

    Segundo o ortopedista Eduardo Araújo, identificar alterações nos pés antes do surgimento de lesões pode reduzir o risco de complicações
    Laura Lany1 de outubro de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    diabetes pé
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    Uma ferida no pé pode iniciar uma sequência de complicações para quem convive com diabetes. Segundo o ortopedista Eduardo Araújo, 85% das amputações relacionadas ao pé diabético decorrem da complicação de uma ferida.

    A informação foi apresentada durante o DiabetesCast, em uma conversa sobre prevenção e cuidados com os pés de pessoas com diabetes.

    De acordo com o especialista, a perda de sensibilidade causada pela neuropatia pode fazer com que a pessoa não perceba que machucou o pé.

    Como uma ferida pode evoluir

    A neuropatia pode reduzir a capacidade de perceber dor e outros estímulos nos pés. Eduardo explica que os nervos podem perder a função de forma progressiva, começando pelas regiões mais distantes.

    Quando a pessoa não percebe uma lesão, ela pode continuar apoiando o pé sobre a região machucada. A pressão repetida pode dificultar a cicatrização e favorecer a evolução da ferida.

    Segundo Eduardo, esse processo pode começar com uma área de pressão excessiva. O corpo responde formando uma calosidade, que funciona como uma proteção contra a pressão.

    O problema ocorre quando a pessoa continua colocando peso sobre essa região sem perceber o estímulo doloroso. A pressão pode contribuir para o surgimento de uma ferida abaixo da calosidade.

    Neuropatia pode esconder a lesão

    A dor funciona como um sinal que indica que existe algum problema no corpo. No entanto, a neuropatia pode reduzir essa percepção nos pés.

    Eduardo compara essa perda de sensibilidade ao desligamento de um painel de alerta. Sem a dor, a pessoa pode não perceber que existe uma lesão ou que determinado ponto recebe pressão repetida.

    Por isso, uma pequena alteração pode passar despercebida.

    Gabriela Cavicchioli, enfermeira especializada em diabetes, explica que a pessoa deve observar os pés diariamente e procurar mudanças na pele, nas unhas e nas áreas de apoio.

    Calosidade pode indicar pressão

    Uma calosidade nova ou uma região com pele mais espessa pode indicar alteração na distribuição da pressão durante a pisada.

    Segundo Eduardo, a neuropatia pode modificar a forma como a pessoa apoia o pé. Com isso, determinados pontos passam a receber mais pressão.

    O calo aparece como uma resposta do corpo a essa pressão. Por esse motivo, o especialista classifica a calosidade como uma lesão que pode anteceder uma úlcera.

    A observação do pé ajuda a identificar essa alteração antes que uma ferida apareça.

    Por que não cortar o calo em casa

    A remoção de calos exige cuidado em pessoas com diabetes, principalmente quando existe perda de sensibilidade.

    Gabriela orienta que a pessoa não use cortadores, lâminas ou lixas para retirar a pele endurecida.

    Uma ferida pode existir abaixo da calosidade sem que a pessoa perceba. Além disso, o próprio procedimento pode provocar um machucado.

    Por isso, a avaliação deve ser feita por um profissional capacitado, que poderá verificar a condição da pele e identificar alterações no local.

    Ferida pode evoluir para infecção

    Segundo Eduardo, uma ferida que surge pela falta de sensibilidade pode continuar recebendo pressão. Com isso, a lesão pode se agravar e sofrer complicações.

    O especialista afirma que parte das feridas pode infeccionar ou evoluir para quadros que levam à amputação.

    diabetes amputações

    Durante o DiabetesCast, Eduardo citou uma estimativa de 20 milhões de novas feridas relacionadas ao diabetes por ano no mundo. Segundo ele, 25% dessas lesões apresentam complicações.

    O especialista também afirmou que 85% das amputações relacionadas ao pé diabético decorrem da complicação de uma ferida.

    Esses números foram apresentados durante a entrevista e, portanto, representam a informação atribuída ao especialista no episódio.

    Pé diabético: quais sinais nos pés merecem atenção? | DiabetesCast #72

    O que pode ajudar a evitar uma ferida?

    A prevenção começa com a observação dos pés. Gabriela orienta que a pessoa procure alterações como calosidades, vermelhidão, fissuras, feridas e unhas encravadas.

    A hidratação também faz parte da rotina de cuidados. O creme deve ser aplicado no pé, mas não entre os dedos.

    A região entre os dedos pode ficar quente e úmida. Segundo Gabriela, essas condições favorecem o crescimento de fungos.

    O cuidado com as unhas também merece atenção. A orientação é respeitar o formato da unha e evitar cortes nas laterais, reduzindo o risco de encravamento.

    Avaliação pode identificar perda de sensibilidade

    Além de observar os pés, o profissional de saúde pode avaliar a sensibilidade protetora.

    Gabriela explica que o monofilamento de 10 gramas pode ser utilizado nesse exame. O instrumento toca pontos específicos do pé para verificar se a pessoa percebe o contato.

    A avaliação ajuda a identificar alterações que podem aumentar o risco de lesões não percebidas.

    Segundo Gabriela, médicos e enfermeiros da atenção primária podem realizar essa avaliação e orientar os cuidados necessários.

    O cuidado começa antes da ferida

    Para Eduardo, a prevenção deve acontecer antes de o paciente chegar ao especialista com uma lesão avançada.

    Segundo o ortopedista, muitos pacientes chegam ao atendimento especializado quando já existe uma indicação de amputação.

    Ele defende que a identificação precoce das alterações permita iniciar os cuidados antes que a ferida evolua.

    A orientação apresentada pelos especialistas é procurar atendimento quando houver qualquer alteração nos pés, principalmente quando a pessoa já apresenta perda de sensibilidade.

    Amputação Destaque Home Eduardo Araújo neuropatia Pé Pé diabético
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    Laura Lany

    Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

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