O tema vinho e diabetes gera dúvidas sobre impacto na glicemia. O vinho tinto e o vinho branco contêm menos de 1 grama de carboidrato por taça. Nesse contexto, o dado chama atenção quando se compara com outras bebidas alcoólicas.
Apesar do baixo teor de carboidratos, essa bebiba exige cuidado. O álcool pode aumentar o risco de hipoglicemia, condição caracterizada por glicose abaixo do recomendado.
Vinho e risco de hipoglicemia
O vinho é uma bebida alcoólica. Portanto, ele pode interferir na liberação de glicose pelo fígado. Esse mecanismo mantém os níveis de açúcar no sangue dentro de uma faixa adequada.
Segundo a nutricionista Carol Netto, o álcool aumenta a chance de hipoglicemia. Enquanto isso, o fígado prioriza a metabolização do álcool e reduz a liberação de glicose para o organismo.
Além disso, o consumo dessa bebida costuma promover relaxamento. Nesse contexto, esse estado pode contribuir para que a glicose não se eleve.
Para quem utiliza insulina ou medicamentos que estimulam a produção de insulina, o risco exige atenção. Ainda assim, a orientação depende do plano terapêutico individual.
Vinho ou cerveja: qual o impacto na glicemia?
Quando se compara o vinho com a cerveja, a diferença envolve a quantidade de carboidratos. A cerveja contém maior teor de carboidrato. Por outro lado, o vinho apresenta menos de 1 grama por taça.
Nesse cenário, a cerveja tende a elevar a glicose no sangue com mais facilidade. Portanto, pode favorecer episódios de hiperglicemia.
O vinho, no entanto, não elimina riscos. Embora tenha baixo teor de carboidrato, ele pode reduzir a glicose devido ao efeito do álcool.
Vinho tinto é a melhor escolha para quem tem diabetes?
A escolha entre vinho tinto e branco envolve outro fator além dos carboidratos. A oscilação da glicemia pode levar o organismo a produzir radicais livres.
Segundo Carol Netto, o vinho tinto possui substância que combate esses radicais livres. Por essa razão, e pela quantidade semelhante de carboidratos, ela aponta o vinho tinto como alternativa preferencial.
A recomendação não se restringe a pessoas com diabetes. A Sociedade Brasileira de Cardiologia sugere o consumo de uma taça de vinho tinto por dia para adultos.
Já a Sociedade Brasileira de Diabetes permite o consumo de vinho com moderação. A entidade orienta preferência pelo tipo seco, que contém menos carboidratos.
Qual a quantidade permitida de vinho para quem tem diabetes?
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estabelece limite de 1 dose por dia para mulheres, equivalente a 150 ml. Para homens, a orientação permite até 2 doses diárias.
Além disso, a entidade recomenda consumir o vinho junto com alimentos. Portanto, a pessoa reduz o risco de hipoglicemia, já que o álcool diminui a glicose no sangue.
Nesse contexto, quem vive com diabetes precisa avaliar a resposta individual da glicemia. O acompanhamento com equipe de saúde orienta ajustes no tratamento, se necessário.
O vinho apresenta baixo teor de carboidrato. No entanto, ele pode alterar a glicemia por causa do álcool. Por isso, a decisão envolve moderação, monitoramento e orientação profissional.
