A hipoglicemia ocorre quando a glicemia cai abaixo de 70 mg/dL, provocando sintomas como suor, tremor, palpitação e confusão mental. Para pessoas com diabetes que usam insulina ou certos medicamentos orais, reconhecer e tratar rapidamente a hipoglicemia é fundamental para evitar complicações graves.
No entanto, nem todos os alimentos considerados “doces” garantem uma recuperação eficaz da glicose. Segundo Tarcila de Campos, nutricionista especialista em diabetes, alimentos ricos em gordura ou combinados com outros nutrientes podem atrasar a absorção do açúcar.
Pode tratar hipoglicemia com bombons e chocolates?
Bombons e chocolates contêm açúcar, mas também gordura, o que reduz a velocidade com que a glicose entra na corrente sanguínea.
“Se a glicemia está baixa, um bombom não vai aumentar o açúcar rapidamente. O sintoma pode continuar ou até piorar enquanto o corpo ainda precisa de glicose”, explica Tarcila de Campos.
Bolos e pães recheados
Bolos, pães recheados e doces industrializados combinam açúcar com farinha e gordura, formando um carboidrato de absorção lenta. Na prática, isso significa que o efeito esperado para uma hipoglicemia de emergência não acontece rápido, colocando o paciente em risco de queda acentuada da glicose.
Pipoca, biscoitos e snacks industrializados
Alimentos como pipoca de micro-ondas, biscoitos recheados e salgadinhos industrializados contêm mistura de carboidratos e gordura, além de fibras em alguns casos. Essa combinação reduz a velocidade da absorção da glicose, tornando-os inadequados para tratar uma crise de hipoglicemia.
Orientação das especialistas
Para situações de emergência, Denise Franco, endocrinologista e Tarcila de Campos recomendam priorizar açúcares de rápida absorção, como sachês de açúcar, balas simples ou sucos de fruta sem adição de gordura ou fibras.
“O objetivo é levar a glicose ao sangue rapidamente, recuperando o funcionamento do corpo e prevenindo complicações”, reforça Denise.
No contexto de prevenção, alimentos como bombons e bolos podem fazer parte da dieta, mas não são estratégicos para corrigir uma hipoglicemia. Reconhecer isso evita tentativas ineficazes e risco de agravamento do quadro.
