Muitas pessoas já ouviram falar sobre o diabetes, mas talvez não conheçam o termo pré-diabetes. Afinal, o que é pré-diabetes e o que ele significa na prática? Essa condição é um sinal de alerta, indicando que os níveis de glicose no sangue (açúcar) estão mais altos do que o normal, mas ainda não atingiram o ponto de diagnóstico do diabetes tipo 2. Portanto, o pré-diabetes serve como uma oportunidade para agir e prevenir o desenvolvimento da doença.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o pré-diabetes é diagnosticado quando há três possíveis alterações na glicemia:
- Glicemia de jejum entre 100 e 126 mg/dL;
- Glicemia pós-prandial (duas horas após a refeição) entre 140 e 199 mg/dL;
- Hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%.
Pré-diabetes na prática: mais do que um número
Ter o diagnóstico de pré-diabetes não é uma sentença, mas um aviso. É um momento de reflexão e ação. Curiosamente, mesmo nessa fase, o corpo já pode apresentar alguns problemas. Em uma entrevista para a SBD na revista Diabetes Magazine, edição 09, o endocrinologista Dr. Levimar Araújo, que é professor de Ciências Médicas da Faculdade de Medicina de Minas Gerais e foi presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) na gestão 2022-2023, alertou:
“Algumas pessoas com pré-diabetes já podem apresentar complicações microvasculares, muito parecidas com aquelas causadas pelo diabetes tipo 2”.
Isso ressalta a importância de encarar a condição com seriedade, sem esperar que o quadro evolua. A boa notícia, contudo, é que o pré-diabetes é reversível. A chave para isso está em focar em mudanças no estilo de vida.
A importância da mudança de hábitos
Para evitar que o pré-diabetes se torne diabetes tipo 2, a principal recomendação é adotar um estilo de vida mais saudável. Isso envolve, antes de tudo, uma alimentação equilibrada, rica em fibras, frutas, legumes e proteínas magras, e a redução do consumo de açúcares e carboidratos refinados. Paralelamente, a prática regular de atividade física é fundamental, pois ajuda o corpo a usar a glicose de forma mais eficiente.
O Dr. Levimar Araújo reforça essa abordagem em sua entrevista para a revista Diabetes Magazine:
“Temos que ter atenção com o paciente antes que ele desenvolva o quadro de diabetes. A mudança de hábitos é fundamental, mas, em alguns casos, a medicação pode ajudar.”
Além das mudanças comportamentais, a consulta com um profissional de saúde é essencial para monitorar os níveis de glicose e discutir a melhor estratégia de prevenção. Dependendo da situação de cada paciente, a medicação pode ser um complemento importante para o tratamento, sempre sob orientação médica.
Fique atento e tome uma atitude
Resumindo, o pré-diabetes é uma fase de transição que oferece uma janela de oportunidade para evitar uma doença crônica. Portanto, é crucial entender que essa condição é um sinal de que o corpo precisa de mais cuidado.
O diagnóstico de pré-diabetes serve como um chamado à ação, incentivando a adoção de hábitos que, além de prevenirem o diabetes, trazem inúmeros benefícios para a saúde geral. Se você recebeu esse diagnóstico, converse com seu médico sobre as melhores estratégias para reverter o quadro.
Você já teve o diagnóstico de pré-diabetes ou conhece alguém que teve? O que você fez para adotar uma rotina mais saudável? Compartilhe sua experiência nos comentários!