Para Emerson Bisan, que convive com diabetes tipo 1, a prática de esportes exige atenção redobrada. Em entrevista ao DiabetesCast com o apresentador Tom Bueno, o ultramaratonista revelou as cinco perguntas que guiam sua segurança antes e durante qualquer treino ou corrida.
1. Como está minha glicemia?
“É inconcebível iniciar um exercício sem medir a glicemia”, afirma Emerson. Ele destaca que, hoje, além do valor atual, é possível acompanhar a tendência da glicose. “Saber que está 110, mas subindo, deixa você mais tranquilo.”
2. O que comi?
A alimentação antes do treino é decisiva. “Se comi uma boa porção de carboidrato e sei que está subindo, estou tranquilo. Se estou em jejum e tomei insulina, vou precisar de atenção, porque a tendência é de queda”, explica.
3. Qual medicamento estou usando e ele estará ativo durante o exercício?
“Se a insulina ultrarrápida se encontrar com o gasto energético do exercício, é possível ter uma hipoglicemia. Nesse momento, é essencial carregar glicose ou gel para reposição imediata.”
4. Qual exercício vou fazer e qual o impacto dele na glicemia?
O tipo de atividade interfere diretamente no controle glicêmico. “Se estou com a glicemia em 110 e faço apenas alongamento, a preocupação é menor. Mas se estou em 90 e vou para uma aula de spinning intensa, sei que a tendência é cair rapidamente.”
5. Tenho carboidrato de absorção rápida disponível em caso de hipoglicemia?
Emerson reforça: “Não se sai para caminhar um quilômetro sem ter carboidrato suficiente para qualquer emergência. Carrego sachês de glicose, mel, latinhas de refrigerante e suco açucarado. Uma balinha muitas vezes não basta diante do impacto do exercício na glicemia.”