Duas irmãs com diabetes tipo 1 vivem sem acesso regular à insulina e enfrentam insegurança alimentar em Barinas, na Venezuela. O caso foi divulgado em vídeo pela ONG Gotas De Esperanza Vzla e passou a mobilizar doações nas redes sociais.
Yescarly e Yerlianny relatam que dependem de aplicações diárias de insulina para controlar a glicemia. No entanto, segundo o depoimento, o custo do medicamento e a escassez dificultam a continuidade do tratamento. Cada frasco pode custar cerca de 16 dólares, valor alto diante da renda média local.
Falta de insulina afeta controle da diabetes tipo 1 na Venezuela
A diabetes tipo 1 na Venezuela impõe desafios adicionais quando há interrupção no fornecimento de insulina. Como o organismo não produz o hormônio, a reposição diária é obrigatória. Portanto, a ausência do medicamento pode levar à hiperglicemia persistente e aumentar o risco de cetoacidose diabética.
Além disso, o tratamento exige monitorização frequente da glicose e alimentação adequada. No vídeo, uma das irmãs afirma que, quando a insulina acaba, a quantidade de comida precisa ser reduzida. Nesse contexto, a fome passa a interferir diretamente no manejo da doença.
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e da International Diabetes Federation indicam que o controle adequado depende de insulina contínua, plano alimentar estruturado e acompanhamento regular. Ainda assim, essas recomendações pressupõem acesso a recursos que nem sempre estão disponíveis em cenários de crise.
Fome e diabetes: impacto na rotina e na saúde
A combinação entre falta de insulina e restrição alimentar compromete o equilíbrio metabólico. Enquanto isso, a ausência de proteínas e vegetais pode agravar o estado nutricional. Portanto, o controle glicêmico torna-se mais instável.
Organizações internacionais classificam a insulina como medicamento essencial. No entanto, relatórios sobre contextos de crise humanitária apontam falhas no acesso regular ao tratamento. Embora nem sempre haja dados consolidados atualizados, relatos individuais revelam efeitos concretos na rotina de quem vive com diabetes tipo 1.
Mobilização após divulgação do caso
Após a publicação do vídeo, houve aumento de doações destinadas à compra de insulina e alimentos. A ONG informou que mantém a arrecadação para garantir continuidade no tratamento das irmãs.
Por outro lado, especialistas defendem que iniciativas pontuais não substituem políticas públicas estruturadas. Portanto, o caso reforça o debate sobre acesso universal à insulina e à alimentação adequada para pessoas com diabetes tipo 1.
A diabetes tipo 1 exige tratamento diário e permanente. Nesse contexto, a falta de insulina representa risco imediato e altera todas as dimensões da rotina.
Referências:
• Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – Diretrizes de tratamento do diabetes tipo 1
https://diabetes.org.br
• International Diabetes Federation (IDF) – IDF Diabetes Atlas
https://diabetesatlas.org
• Organização Mundial da Saúde (OMS) – Lista de Medicamentos Essenciais
https://www.who.int
