O Ministério da Saúde iniciou a transição da insulina NPH para a insulina glargina no SUS após receber 2 milhões de unidades do medicamento. Segundo o representante da pasta, Evandro Medeiros Costa, coordenador da transição da insulina NPH para a insulina glargina no SUS, o governo só deu início ao projeto piloto depois de assegurar estoque no país.
De acordo com ele, o objetivo é evitar descontinuidade no tratamento e impedir que pacientes precisem retornar à NPH por falta de fornecimento.
Estoque de insulina glargina garante início da transição
O Ministério armazenou as unidades de insulina glargina em almoxarifado nacional antes de iniciar a distribuição. Segundo Evandro Medeiros Costa, essa estratégia busca garantir estabilidade no abastecimento durante a fase inicial.
Além disso, o projeto piloto ocorre no Distrito Federal, Amapá, Paraná e Paraíba. Nesse contexto, o governo avaliará pontos de controle antes de expandir a medida para todo o país.
Ainda assim, o representante afirma que o cronograma depende da disponibilidade contínua do medicamento por meio da parceria de desenvolvimento produtivo.
Transição da NPH para glargina não será automática
A mudança da NPH para a glargina no SUS ocorrerá de forma gradual. Segundo o coordenador, os profissionais de saúde realizarão avaliação individual antes de substituir o medicamento.
Portanto, não haverá troca automática. Enquanto isso, as equipes recebem capacitação para ajustar doses e acompanhar os pacientes durante o processo.
Esse cuidado impacta diretamente a rotina de quem convive com diabetes, já que alterações na insulinoterapia exigem monitoramento.
Produção nacional influencia abastecimento
O Ministério retomou a produção de insulina no país por meio de parceria de desenvolvimento produtivo. Segundo Evandro Medeiros Costa, o Brasil ficou mais de 20 anos sem fabricar o medicamento internamente.
Nesse cenário, a dependência de importação expunha o sistema a oscilações internacionais. No entanto, com produção nacional, o governo afirma ter maior previsibilidade no fornecimento.
Ainda assim, a logística de distribuição envolve estados e municípios. O Ministério realiza a compra e envia aos estados, que repassam aos municípios.
O que acontece se faltar insulina?
Embora o Ministério garanta estoque inicial, falhas logísticas podem ocorrer. Portanto, caso o paciente não encontre a insulina glargina na unidade, a orientação é procurar a Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o representante, cada ente federativo tem responsabilidade pactuada na Comissão Intergestores Tripartite. Nesse contexto, a coordenação entre os níveis de gestão torna-se fundamental.
Para quem utiliza insulina diariamente, qualquer interrupção interfere no controle glicêmico. Por isso, a transição exige planejamento e monitoramento constante.
Impacto para pacientes no projeto piloto
Os pacientes que iniciarem o uso da insulina glargina no SUS durante o projeto piloto terão acesso garantido ao medicamento, segundo o Ministério. Além disso, o governo afirma que não haverá retrocesso para a NPH por falta de estoque.
No entanto, a expansão nacional dependerá da avaliação dos resultados nos quatro estados e da manutenção do abastecimento.
Para quem convive com diabetes, a principal questão é a continuidade do tratamento. Nesse contexto, a garantia de estoque representa uma etapa decisiva na implementação da nova estratégia.