O cuidado com o pé diabético começa pela escolha do calçado e da meia. A podologista e especialista em pé diabético, Andréa Costa, que atua há quase 25 anos na área, afirma que decisões simples na rotina podem reduzir o risco de lesões.
Segundo ela, após o diagnóstico, a pessoa não deve usar chinelo de dedo de forma contínua.
“O pé pode estar com perda de sensibilidade. A fricção passa despercebida e pode causar lesão”, explica.
Por que o tênis é indicado no pé diabético
O uso de tênis fechado faz parte da orientação para quem convive com pé diabético. De acordo com Andréa Costa, o calçado deve ser confortável e flexível. Além disso, precisa ter solado com altura mínima de 2,5 centímetros no calcanhar.
Essa medida contribui para reduzir impacto e auxiliar na circulação. No entanto, o benefício depende do uso contínuo e da escolha correta do modelo. Enquanto isso, o uso frequente de chinelos deixa o pé mais exposto a traumas e fricção.
A especialista reforça que o risco aumenta quando há perda de sensibilidade. Nesse contexto, pequenos atritos podem evoluir para machucados sem que a pessoa perceba.
Meia de algodão e costura interna: detalhe que faz diferença
A escolha da meia também integra a prevenção dessa condição. Andréa Costa orienta o uso de meias de algodão, evitando tecidos sintéticos. Além disso, recomenda cores claras, que facilitam a visualização de possíveis secreções ou sangramentos.
Outro ponto envolve a costura interna.
“Se a meia tiver costura, vire do avesso”, afirma. Segundo ela, a costura pode pressionar principalmente o primeiro e o quinto dedo.
Com o tempo, esse atrito pode gerar dor, unha encravada ou pequenas lesões. Ainda assim, muitas pessoas só percebem quando o machucado já está instalado. Portanto, a orientação preventiva reduz o risco de complicações.
Rotina e prevenção no pé diabético
O pé diabético exige cuidado diário. A escolha do tênis e da meia interfere diretamente na proteção contra fricção e pressão excessiva. Por outro lado, a negligência com esses itens pode comprometer a integridade da pele.
Andréa Costa destaca que a prevenção depende de informação e prática constante. “Era só virar a meia”, exemplifica ao relatar casos em que o problema começou por causa da costura.
Nesse contexto, o cuidado com o pé diabético não se limita ao tratamento de feridas. Ele envolve decisões cotidianas que impactam a saúde e a mobilidade.