Quem vive com diabetes precisa redobrar a atenção com os pés. No entanto, muitos pacientes ainda cometem erros na rotina de cuidados e esses hábitos aparentemente inofensivos podem abrir caminho para complicações graves.
Segundo a podóloga e especialista em pé diabético, Andréa Costa, a maioria das lesões começa com pequenas falhas no dia a dia. Por isso, identificar comportamentos de risco faz parte da prevenção.
1. Andar descalço dentro de casa
Muita gente acredita que o perigo está apenas na rua. No entanto, objetos pequenos, farpas, cacos ou até irregularidades no piso podem causar ferimentos.
Além disso, quem já apresenta neuropatia pode não sentir o machucado imediatamente.
2. Cortar as unhas de forma inadequada
Cortar os cantos das unhas ou aprofundar demais pode provocar inflamações e unhas encravadas. Consequentemente, o risco de infecção aumenta.
O ideal é respeitar o formato natural da unha e evitar intervenções agressivas.
3. Retirar cutículas
Apesar de ser um hábito comum, retirar cutículas cria pequenas portas de entrada para microrganismos. Em pessoas com diabetes, o processo de cicatrização pode ser mais lento.
Por isso, o procedimento não é recomendado.
4. Usar calçados apertados
Sapatos inadequados provocam pontos de pressão e atrito constante. Com o tempo, essa fricção pode causar bolhas e lesões.
Além disso, a pessoa pode não perceber o desconforto quando já perdeu parte da sensibilidade.
5. Ignorar pequenas fissuras
Rachaduras no calcanhar parecem inofensivas. No entanto, elas podem evoluir para lesões mais profundas.
Portanto, hidratar a pele regularmente ajuda a manter a integridade da barreira cutânea.
6. Utilizar lâminas e objetos cortantes em casa
Remover calos com lâminas, alicates antigos ou objetos improvisados aumenta significativamente o risco de cortes.
Dessa forma, o procedimento deve sempre ser feito por profissional habilitado.
7. Adiar avaliação profissional
Muitos pacientes só procuram ajuda quando a lesão já apresenta sinais de infecção. No entanto, a avaliação periódica permite identificar alterações precocemente.
Segundo Andréa Costa, o acompanhamento regular reduz drasticamente o risco de complicações graves, incluindo amputações.
Prevenção começa na rotina
Inspecionar os pés diariamente, usar meias adequadas, escolher calçados confortáveis e manter acompanhamento profissional são atitudes simples, mas decisivas.
Em resumo, o pé diabético não se torna um problema grave de forma repentina. Na maioria das vezes, ele resulta de pequenos descuidos acumulados ao longo do tempo.