Receber o diagnóstico de diabetes costuma trazer dúvidas sobre tratamento e acompanhamento. Entre as principais perguntas está quais médicos procurar após a confirmação da doença.
O diabetes é uma condição crônica que exige monitoramento contínuo. Nesse contexto, o cuidado vai além de um único especialista. Embora o endocrinologista seja o eixo central do tratamento, outras áreas médicas participam da prevenção de complicações.
Endocrinologista coordena o tratamento do diabetes
O endocrinologista é responsável por diagnosticar e conduzir o tratamento do diabetes. Ele define medicamentos, avalia a necessidade de insulina e orienta mudanças no estilo de vida.
Além disso, solicita exames periódicos, como glicemia e hemoglobina glicada. Portanto, o acompanhamento regular permite ajustes terapêuticos conforme a evolução clínica.
Enquanto isso, o especialista também avalia sinais precoces de complicações e pode encaminhar o paciente para outras áreas.
Cardiologista atua na prevenção de infarto e AVC
Pessoas com diabetes apresentam maior risco cardiovascular. Por isso, o cardiologista integra o acompanhamento, principalmente quando há hipertensão ou alteração no colesterol.
Ele pode solicitar exames como eletrocardiograma e ecocardiograma. Além disso, prescreve medicamentos quando necessário para reduzir o risco de eventos cardiovasculares.
Nesse contexto, controlar glicemia, pressão arterial e perfil lipídico faz parte da mesma estratégia de cuidado.
Oftalmologista identifica alterações na retina
O diabetes pode afetar os vasos da retina, levando à retinopatia diabética. No entanto, a doença pode evoluir sem sintomas iniciais.
Por outro lado, o diagnóstico precoce reduz o risco de perda visual. O oftalmologista realiza exame de fundo de olho e outros testes específicos.
Ainda assim, mesmo sem queixas, sociedades médicas recomendam avaliação anual.
Nefrologista acompanha a função dos rins
O diabetes está entre as principais causas de doença renal crônica. Nesse cenário, o nefrologista monitora exames como creatinina e pesquisa de albumina na urina.
Além disso, a detecção precoce de alterações permite iniciar medidas para retardar a progressão do dano renal.
Em estágios avançados, podem ser indicadas terapias como diálise. No entanto, o foco do acompanhamento é evitar essa evolução.
Podólogo e ortopedista reforçam o cuidado com os pés
Lesões nos pés podem ocorrer devido à neuropatia e à redução da circulação. Portanto, a prevenção é parte essencial do tratamento.
O podólogo, com formação voltada ao pé diabético, atua no cuidado preventivo, corte adequado das unhas e identificação de alterações iniciais. Além disso, orienta sobre higiene e escolha de calçados.
Enquanto isso, o ortopedista avalia deformidades, alterações estruturais e complicações osteoarticulares. Nesse contexto, a atuação conjunta reduz o risco de úlceras e amputações.
Dermatologista também integra o acompanhamento
Alterações na pele podem indicar descontrole glicêmico. Além disso, infecções cutâneas tendem a ocorrer com maior frequência.
O dermatologista avalia lesões, trata infecções e orienta cuidados diários. Portanto, manter a integridade da pele é parte da prevenção de complicações.
Nutricionista orienta o plano alimentar no diabetes
A alimentação faz parte do controle glicêmico. Por isso, o nutricionista integra o acompanhamento desde o início. Ele avalia rotina, preferências alimentares, condições clínicas e uso de medicamentos. Além disso, organiza um plano alimentar compatível com a realidade do paciente. Nesse contexto, o objetivo não é restringir, mas distribuir adequadamente carboidratos, fibras e proteínas ao longo do dia.
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