Pessoas com diabetes têm maior risco de problemas bucais devido à dificuldade do organismo em combater bactérias e à suscetibilidade à inflamação. Além disso, estudos mostram que cinco em cada seis indivíduos com a condição apresentam maior propensão a doenças gengivais.
Para detalhar esses sinais, o portal Um Diabético conversou com Cristina Houck, dentista, microbiologista e professora, que estuda a relação entre saúde bucal e diabetes. Ela também é mãe de uma criança com diabetes tipo 1, o que portanto reforça sua perspectiva prática e científica.
1. Candidíase oral
A candidíase oral, conhecida popularmente como sapinho, é uma infecção fúngica que pode surgir quando a glicose está elevada. Nesse contexto, Cristina Houck alerta que a presença de placas esbranquiçadas ou feridas na boca exige atenção, pois pode indicar descontrole glicêmico.
2. Boca seca
A sensação constante de boca seca, chamada xerostomia, pode sinalizar níveis altos de glicose. Por outro lado, essa condição aumenta o risco de cáries e inflamação gengival. Segundo a especialista, a higiene bucal se torna ainda mais importante nesses casos.
3. Gengivite
A gengivite se manifesta com gengivas vermelhas, inchadas ou retraídas, deixando os dentes com aparência mais longa. Cristina Houck explica que esse é o estágio inicial da inflamação causada pela placa bacteriana. Ainda assim, muitas pessoas não percebem a gravidade do problema até que ele avance.
4. Periodontite: risco de perder os dentes
A periodontite é a complicação oral mais grave relacionada ao diabetes. Caracteriza-se por sangramentos, escurecimento da gengiva e mau hálito. Enquanto isso, Cristina Houck alerta que essa condição pode levar à perda de dentes e exige atenção médica e odontológica conjunta. Consequentemente, o acompanhamento contínuo é fundamental.
Prevenção e cuidados diários
Mesmo sem sinais visíveis, é possível reduzir o risco de complicações bucais. A especialista recomenda:
- Higiene bucal rigorosa com escovação e uso do fio dental
- Consultas regulares ao dentista
- Controle efetivo da glicose
Cristina reforça que a prevenção é mais eficaz quando o diabetes está sob controle, evitando que problemas bucais avancem e impactem a qualidade de vida.
