O Carnaval também é período de viagem. Para quem utiliza bomba de insulina, o deslocamento exige planejamento adicional. Segundo a endocrinologista Denise Franco, falhas técnicas podem ocorrer longe de centros urbanos.
Ela relata o caso de uma paciente que viajou para uma ilha e levou apenas a insulina presente na bomba. Durante o trajeto, o equipamento parou de funcionar.
“Ela não tinha insulina reserva. Precisou procurar um posto de saúde para adaptar o tratamento”, afirma.
Bomba de insulina não dispensa material extra
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, usuários de bomba devem sempre portar insulina de ação rápida em caneta ou seringa como alternativa. Além disso, é necessário levar baterias, reservatórios, cânulas e sensor adicional.
“O plano B precisa estar pronto. Mesmo em viagens curtas”, reforça Denise Franco.
Perda ou descarte de insulina também acontece
A médica cita situações em que frascos foram descartados por engano ou expostos ao calor. Durante o Carnaval, farmácias podem ter horário reduzido. Portanto, depender da compra emergencial pode comprometer o tratamento.
Mudança de rotina interfere no controle
Dormir menos, alterar horários de refeições e aumentar deslocamentos impactam a glicemia. Segundo a ADA, mudanças abruptas na rotina exigem monitorização mais frequente.Além disso, viagens para locais quentes exigem cuidado com armazenamento da insulina.
Planejamento evita retorno antecipado
Denise Franco afirma que o Carnaval com diabetes é possível, inclusive em viagens. No entanto, improvisar aumenta risco.
“Leve insulina extra. Leve material duplicado. Planeje como se não houvesse acesso fácil”, orienta.
A recomendação vale tanto para diabetes tipo 1 quanto tipo 2 que utilizam insulina. Planejamento, nesse contexto, integra o tratamento.