O ator e humorista Welder Rodrigues Bonfim, de 55 anos, revelou que conviveu por anos com diabetes tipo 2 sem perceber a doença. Ele deu a declaração em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, em 2025. Segundo Welder, dormência nas mãos e visão embaçada surgiram, mas ele atribuiu os sintomas ao cansaço e à rotina intensa de trabalho, o que atrasou a identificação da condição.
Diagnóstico tardio durante investigação cardíaca
Welder contou que consumia doces com frequência, mas explicou que esse hábito não causou a doença. A confirmação do diabetes aconteceu durante exames realizados para investigar dores musculares persistentes e alterações cardíacas. No pré-operatório, os exames de sangue mostraram taxas elevadas de glicose, revelando diabetes tipo 2.
Especialistas destacam que fatores como predisposição genética, excesso de peso, sedentarismo e resistência à insulina aumentam o risco de diabetes tipo 2. Além disso, o consumo de açúcar influencia apenas no controle da doença, não no surgimento.
Mudanças no estilo de vida após o diagnóstico
Após receber o diagnóstico, Welder passou a seguir rigorosamente o tratamento indicado pelos médicos e cortou totalmente o açúcar da dieta. Ele afirmou que a equipe médica elogiou seu comprometimento com o acompanhamento clínico.
O relato do ator evidencia que a diabetes tipo 2 pode permanecer silenciosa por anos. Por isso, realizar exames de rotina se torna fundamental, especialmente em pessoas acima de 50 anos. Além disso, manter o acompanhamento contínuo ajuda a prevenir complicações graves, como problemas cardiovasculares, alterações nos rins, danos neurológicos e perda de visão.
A importância do diagnóstico precoce
O caso de Welder reforça que sinais discretos da diabetes tipo 2, como formigamento, visão turva e fadiga, não devem ser ignorados. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta que identificar a doença precocemente permite iniciar o tratamento antes do surgimento de complicações, melhorando a qualidade de vida.
Enquanto isso, mudanças de hábitos, incluindo alimentação balanceada e prática regular de exercícios, contribuem para o controle glicêmico. Nesse contexto, educar o paciente sobre a doença se mostra essencial para garantir adesão ao tratamento e reduzir riscos futuros.