Conviver com o diabetes tipo 1 exige atenção contínua, monitoramento frequente e decisões diárias que impactam toda a rotina familiar. Quando o diagnóstico ocorre na infância e se soma a outras condições, como o transtorno do espectro autista, esses desafios se tornam ainda mais complexos.
Esse é o caso de Lívia, de 9 anos, diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 5. Moradora de Curitiba (PR), a criança é autista nível 1 de suporte e segue acompanhamento médico regular. A história veio a público após a mãe, Aline Kauane, relatar nas redes sociais a rotina de cuidados e a sobrecarga enfrentada pela família desde o diagnóstico.
Sintomas iniciais levaram à investigação do diabetes tipo 1
Antes da confirmação do diabetes, Aline passou a observar sinais persistentes, como vômitos recorrentes, alterações no apetite, sede excessiva e episódios frequentes de enurese noturna. Inicialmente, exames não indicaram a doença. No entanto, diante da continuidade dos sintomas, os médicos solicitaram um novo exame de sangue, que confirmou o diagnóstico em setembro de 2022.
Após a confirmação, Lívia permaneceu internada por cerca de 15 dias. Durante esse período, a equipe médica estabilizou a glicemia, iniciou o uso de insulina e orientou os pais sobre o manejo do diabetes tipo 1 no dia a dia. Além disso, a família recebeu informações essenciais para lidar com a condição fora do ambiente hospitalar.
Desde então, a criança realiza medições frequentes da glicemia, aplicações diárias de insulina e acompanhamento médico contínuo. O tratamento também envolve cuidados específicos com a alimentação e atenção constante aos sinais de hipo e hiperglicemia, o que exige vigilância permanente.
Autismo influencia o manejo do diabetes na infância
De acordo com a mãe, fatores emocionais interferem diretamente no controle glicêmico de Lívia. Em períodos de maior estresse ou desregulação emocional, a glicose tende a oscilar com mais frequência. Por isso, o cuidado diário demanda ajustes constantes e acompanhamento multiprofissional, considerando tanto o diabetes quanto o transtorno do espectro autista.
Acesso a insumos ocorre pelo SUS
Atualmente, a família realiza o acompanhamento médico de forma particular. Por outro lado, o acesso à insulina e aos insumos necessários para o tratamento ocorre por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Aline, esse suporte é fundamental para garantir a continuidade do cuidado.
Vídeo expõe sobrecarga vivida por cuidadores
No vídeo publicado nas redes sociais, Aline relata um episódio de perda de paciência após a filha esquecer de aplicar a insulina. Segundo ela, a intenção do conteúdo foi expor, de forma honesta, a sobrecarga emocional vivida por famílias que convivem com o diabetes tipo 1 na infância.
Impacto do diabetes vai além da criança diagnosticada
Especialistas destacam que o diabetes tipo 1 na infância afeta toda a dinâmica familiar. Além do controle clínico, o tratamento envolve suporte emocional tanto para a criança quanto para os cuidadores. Esse apoio, quando bem estruturado, contribui para uma melhor adesão ao acompanhamento médico e para a qualidade de vida de toda a família.
