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    Início » O que fazer quando a glicemia está alterada: especialistas explicam as causas mais comuns
    Tratamento

    O que fazer quando a glicemia está alterada: especialistas explicam as causas mais comuns

    Alimentação, exercício, medicamentos e hormônios estão entre os fatores que alteram a glicemia e exigem ajustes no tratamento.
    Tom Bueno6 de janeiro de 2026Updated:6 de janeiro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    glicemia alterada
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    Quando a glicemia está alterada, muitas pessoas que convivem com diabetes ficam em dúvida sobre o que fazer e quais fatores podem estar por trás dessa oscilação. Na prática, a glicemia alterada nem sempre está ligada apenas à alimentação e pode refletir mudanças no tratamento, no corpo ou na rotina.

    Durante o programa educativo Juntos por Você, a médica endocrinologista pediátrica Mônica Gabbay, da Escola Paulista de Medicina, explicou que existem mais de 20 fatores conhecidos capazes de interferir na glicemia.
    Nesse contexto, compreender essas causas ajuda a reduzir culpa, ansiedade e erros de manejo.

    Alimentação influencia a glicemia, mas não age sozinha

    A alimentação interfere diretamente na glicose porque quase todos os alimentos se transformam em glicose após a digestão.
    No entanto, o impacto varia conforme o tipo de alimento, a quantidade consumida e a medicação utilizada.

    Segundo a nutricionista Tarcila de Campos, mestre em diabetes, os carboidratos costumam ser os principais responsáveis por elevações rápidas da glicemia.
    Ainda assim, proteínas e gorduras também influenciam, especialmente de forma tardia.

    Portanto, o controle não depende de “cortar alimentos”, mas de alinhar a alimentação com a insulina ou com a medicação utilizada.
    Não existe uma dieta única para quem tem diabetes, e sim um plano alimentar individualizado.

    Atividade física pode baixar ou subir a glicose

    O exercício físico melhora a sensibilidade à insulina e, em geral, reduz a necessidade de doses maiores.
    Segundo a endocrinologista Mônica Gabbay, músculos ativos captam glicose com mais eficiência, o que facilita o controle.

    Por outro lado, o tipo de atividade influencia diretamente o comportamento da glicemia.
    Exercícios aeróbicos, como caminhada e corrida, costumam provocar queda da glicose, enquanto atividades de força podem elevar temporariamente.

    Ainda assim, os benefícios da prática regular superam os riscos.
    A recomendação é monitorar antes e depois do exercício para entender como o corpo reage.

    Medicamentos e corticoides exigem atenção redobrada

    Alguns medicamentos podem alterar significativamente a glicemia, especialmente os corticoides.
    A prednisolona, frequentemente usada em pronto-socorro, é um exemplo comum.

    De acordo com a endocrinologista Mônica Gabbay, quando o uso é necessário, o tratamento não deve ser interrompido.
    Nesses casos, ajustes temporários na insulina ou na medicação fazem parte do cuidado.

    Por isso, a automedicação deve ser evitada, principalmente em situações simples como resfriados leves.

    Infecções e doenças aumentam a necessidade de insulina

    Quadros infecciosos, mesmo leves, costumam elevar a glicemia.
    Isso acontece porque o organismo libera hormônios de estresse durante doenças.

    No entanto, a nutricionista Tarcila de Campos alerta que algumas infecções podem causar queda da glicose, como viroses com diarreia.
    Por isso, monitorar com mais frequência é indispensável nesses períodos.

    Além disso, infecções silenciosas, como problemas dentários ou inflamações na gengiva, também podem interferir no controle glicêmico.
    Nem sempre a oscilação está ligada à alimentação.

    Hormônios femininos impactam fortemente a glicemia

    Alterações hormonais ao longo da vida influenciam o controle da glicose, especialmente nas mulheres.
    Puberdade, ciclo menstrual e menopausa são fases que exigem atenção redobrada.

    Segundo a endocrinologista Mônica Gabbay, na menopausa ocorre uma queda abrupta do estrogênio, o que pode aumentar a resistência à insulina.
    Ainda assim, o efeito varia de mulher para mulher.

    Por isso, conhecer o próprio padrão glicêmico é mais eficaz do que seguir regras fixas.

    Hipoglicemia noturna exige investigação e ajustes

    Quedas frequentes da glicose durante a madrugada costumam indicar excesso de insulina basal.
    Durante o dia, a alimentação pode mascarar esse efeito.

    À noite, sem ingestão de alimentos, a glicose tende a cair de forma mais intensa.
    Segundo a endocrinologista Mônica Gabbay, ajustes devem ser feitos com orientação médica.

    Além disso, o medo da hipoglicemia noturna pode levar ao descontrole da glicose no dia seguinte.
    A monitorização contínua ajuda a prevenir tanto quedas quanto períodos prolongados de glicemia alta.

    Monitorar é parte essencial do cuidado com o diabetes

    Evitar medir a glicose por medo do resultado não contribui para o controle.
    O acompanhamento frequente permite identificar padrões e agir com mais segurança.

    Portanto, informação, autoconhecimento e apoio profissional são pilares do bom manejo do diabetes.

    O QUE FAZER QUANDO A GLICEMIA ESTÁ ALTERADA? l EP 2 - JUNTOS POR VOCÊ
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    Tom Bueno

    Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

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