Geraldo descobriu sua condição de saúde de forma clássica, ao notar uma sede excessiva. Na época, ele tinha 55 anos e não possuía histórico familiar. Tom Bueno, que tem diabetes tipo 1, conduziu a entrevista destacando que Geraldo já soma 27 anos de experiência no controle glicêmico.
Assim, mesmo sem casos na família, Geraldo já compreendia os desafios que enfrentaria. Ele relatou: “Eu sabia que eu ia passar alguns perrengues no começo até me habituar, até me adaptar”. Portanto, no início, o tratamento era muito mais manual e dependia exclusivamente das pontas de dedo para verificar os níveis de açúcar no sangue.
A revolução do sensor de glicose
A maior mudança na rotina de Geraldo ocorreu com a transição dos aparelhos tradicionais para o sensor de glicose Free Style Libre. De acordo com o entrevistado, ele utilizou três tipos de glicosímetros diferentes antes de conhecer a tecnologia que dispensa as picadas diárias. O monitoramento do diabetes tornou-se muito mais preciso e menos invasivo.
Ao contrário de Tom, que precisava acordar de madrugada para medir a glicemia, Geraldo sempre dormiu bem. Entretanto, ele ressalta que o sensor trouxe uma visão detalhada que a gota de sangue não permitia. Ele explicou que: “Com o celular e o aplicativo do celular, eu consigo medir a curva glicêmica ao longo de todo o dia”. Essa ferramenta permite entender exatamente como cada alimento e atividade física impactam seu corpo.
Vida ativa e o papel da tecnologia
Aos 82 anos, Geraldo é um exemplo de vitalidade e prova que o monitoramento do diabetes é um aliado da longevidade. Ele se descreve como um “tenista fanático”, mantendo uma frequência de três a cinco vezes por semana nas quadras. A tecnologia do sensor é fundamental durante os jogos, pois o desgaste físico pode fazer a glicemia cair rapidamente.
Além da autonomia pessoal, o compartilhamento de dados traz segurança adicional. A médica de Geraldo acompanha as informações em tempo real e configurou alarmes para hipoglicemia e hiperglicemia. O entrevistado destaca que a vigilância constante é o segredo para o sucesso. Ele conclui com uma reflexão positiva sobre sua trajetória: “Eu acredito que a vida é um privilégio e a gente tem que aproveitar”.
