A chegada do fim de ano traz consigo a tradicional troca de presentes e, muitas vezes, a insegurança na hora de escolher um presente para quem tem diabetes. Quando tiramos um amigo ou familiar com essa condição no Amigo Secreto, é comum pensarmos imediatamente em itens dietéticos ou funcionais. No entanto, a psicologia sugere um caminho diferente e muito mais empático.
Para entender melhor essa dinâmica, consultamos a psicóloga Priscila Pecoli, especialista no assunto. Segundo ela, a melhor escolha passa longe das gôndolas de farmácia ou de produtos zero açúcar. O segredo está em enxergar a pessoa além da sua condição de saúde.
O presente mais inclusivo
Muitas vezes, na tentativa de agradar, acabamos reforçando o rótulo do diabetes. Porém, a verdadeira inclusão acontece quando tratamos o outro com naturalidade. Priscila Pecoli destaca que “o presente mais inclusivo que a gente pode dar para uma pessoa que tem diabetes é um presente que não diferencie ela a partir do seu próprio diagnóstico”.
Portanto, ao buscar um presente para quem tem diabetes, o ideal é focar nos gostos pessoais, nos hobbies e naquilo que faz os olhos daquela pessoa brilharem. Devemos levar em consideração os gostos individuais, que não necessariamente a diferenciam por ela ter diabetes.
Além do diagnóstico
É fundamental evitar presentes que girem em torno do tratamento ou das restrições alimentares. Dar algo necessariamente centrado no diabetes pode acabar reforçando a ideia equivocada de que a pessoa se resume ao seu diagnóstico. Afinal, ninguém gosta de ser lembrado de uma condição de saúde em um momento de celebração e lazer.
A psicóloga reforça que a pessoa é muito mais do que o diabetes. Assim, o presente deve celebrar a individualidade, seja um livro, uma roupa, um item de decoração ou uma experiência cultural. A lógica é simples: “a gente pode presentear essa pessoa como qualquer outra que a gente quer bem”.
O carinho como critério principal
Então, qual é a regra de ouro? A resposta é o afeto. Podemos oferecer presentes atrelados ao cuidado, da mesma forma que faríamos para qualquer pessoa que gostamos e queremos ver bem. O foco deve ser o carinho e a conexão entre quem dá e quem recebe.
Em resumo, o melhor presente para quem tem diabetes é aquele escolhido para o amigo, para o pai ou para a prima, e não para o “paciente”. Ao tirar o foco da doença e colocá-lo na pessoa, garantimos um Natal mais leve e feliz para todos.
