A relação entre corrida e diabetes é um tema fascinante e cheio de esperança para quem busca qualidade de vida. Recentemente, o jornalista Tom Bueno, em nosso canal Um Diabético, conversou com uma autoridade no assunto: Emerson Bisan. O ultramaratonista, que convive com diabetes tipo 1 e é autor do livro Cem Maratonas, trouxe insights valiosos sobre como o corpo reage ao esforço contínuo.
Professor de educação física e especialista na condição, Bisan compartilhou sua experiência pessoal e profissional. Durante a entrevista, ele destacou como a constância nos treinos pode alterar drasticamente a necessidade medicamentosa de quem tem diabetes.
A redução de insulina no tipo 1
Para quem convive com o diabetes tipo 1, o ajuste da insulina é uma rotina diária. No entanto, o exercício aeróbico atua como um potente catalisador nesse processo. Segundo Emerson Bisan, o impacto no controle glicêmico é notável.
O especialista afirma que “a sua quantidade de insulina cai absurdamente quando se faz corridas regulares”. Essa queda na necessidade do hormônio ocorre porque o músculo ativo consome glicose de forma mais eficiente, diminuindo a resistência insulínica momentânea e prolongada.
Portanto, a prática de corrida, quando bem orientada, permite que o indivíduo utilize doses menores para obter os mesmos resultados glicêmicos. Tom Bueno ressalta que essa dinâmica específica de queda abrupta de necessidade é muito característica para quem tem diabetes tipo 1.
Benefícios para quem tem diabetes tipo 2
A conversa também abordou o cenário para quem tem diabetes tipo 2. Neste caso, a fisiologia atua de maneira diferente, mas igualmente benéfica. Geralmente, a ação da insulina melhora significativamente com a atividade física.
Bisan explica que a disciplina é a chave para resultados surpreendentes. “Há quem deixe de usar medicamento, seja via oral, por ter uma rigorosidade e uma regularidade na sua prática de atividade física”.
Isso acontece porque o exercício combate a resistência à insulina, principal fator do diabetes tipo 2. Contudo, essa mudança não ocorre do dia para a noite. Ela exige um comprometimento sério com a mudança de estilo de vida.
O exercício como parte do tratamento
Apesar dos benefícios claros, é fundamental ter cautela. Emerson Bisan enfatiza que a atividade física “é o remédio”, mas isso não significa abandonar o tratamento médico por conta própria.
O ultramaratonista alerta que “não que aleatoriamente você vai deixar de tomar remédio e praticar atividade física”. A transição ou redução de medicamentos deve ser sempre acompanhada por um médico, baseada nos resultados que a corrida e diabetes proporcionam juntos ao organismo.
Por fim, a mensagem é de empoderamento. Bisan reforça que é muito importante dizer que essa melhora pode acontecer, desde que haja regularidade. Para conferir a entrevista completa e entender mais detalhes, acesse o canal Um Diabético no YouTube ou ouça o episódio no Spotify.