A tecnologia transformou a rotina de quem convive com o diabetes em Sumidouro, na região serrana do Rio de Janeiro. O jornalista Tom Bueno, que apresenta a série “Todos Pelo Diabetes“, foi conferir de perto como o acesso ao sensor de glicose gratuito mudou a vida de moradores locais. O programa municipal, iniciado em abril de 2025, distribui o dispositivo FreeStyle Libre, permitindo um tratamento mais humano e eficaz, longe das constantes picadas nos dedos.
Assim, a iniciativa da Secretaria de Saúde beneficia dezenas de pessoas e traz alívio imediato para as famílias. O impacto é visível tanto em crianças que desejam brincar e praticar esportes quanto em adultos que buscam evitar complicações futuras.
Pequena lutadora em ação
Ana Carolina, de apenas 9 anos, é um exemplo claro dessa liberdade. Diagnosticada com diabetes tipo 1 em julho de 2024, ela pratica Muay Thai com segurança graças ao monitoramento contínuo. Sua mãe relata o alívio ao ver a filha ativa: “Sai uma satisfação muito grande ela poder, né, estar ali fazendo os exercícios, ela está bem”. Além disso, a própria menina celebra o fim das dores nos dedos: “Fica mais fácil que aí a gente não precisa furar o dedo toda hora”.
Durante o treino, Ana verifica a glicemia no celular rapidamente, garantindo que tudo esteja sob controle. Tom Bueno destaca na reportagem que diferentes exercícios afetam a glicose de formas distintas. Lutas tendem a baixar os níveis, enquanto modalidades intensas podem elevá-los momentaneamente. Com o sensor, entender essas nuances do corpo torna-se simples e seguro.
Controle real e hemoglobina no alvo
A autonomia também chegou para os adultos. Gabriela convive com a condição há quase 20 anos e viu seus resultados mudarem drasticamente após receber o sensor de glicose gratuito. Antes, sua hemoglobina glicada ultrapassava 8%, mas agora caiu para 6,2%, um número excelente. Além disso, ela mantém sua glicose dentro da meta em 80% do tempo.
“A liberdade, né? Autonomia”, resume Gabriela sobre a transformação. Portanto, ela passou a entender melhor como a insulina age e a corrigir picos que antes passavam despercebidos. A precisão foi confirmada por exames de sangue, provando que a tecnologia é uma aliada confiável.

Engajamento no tratamento
O impacto positivo vai além dos números individuais. A médica Karen percebeu que os pacientes que utilizam o sensor de glicose gratuito frequentam a unidade de saúde mais motivados. “Eles vêm aqui à unidade para procurar mais informações… participar mais do próprio cuidado em saúde”, explica a especialista.
Da mesma forma, Monara, enfermeira e coordenadora da atenção básica, reforça que o acompanhamento mensal ficou mais preciso. Agora, a equipe consegue ler os dados armazenados e orientar melhor cada caso. Essas histórias de Sumidouro provam que o acesso à tecnologia é vital para a qualidade de vida.
