No mês marcado pelo Novembro Diabetes Azul, a conscientização ganha um reforço de peso no cenário nacional. Nesse sentido, o Instituto da Criança com Diabetes (ICDRS) lançou a campanha “O futuro te espera, de asas abertas”, uma série de cinco episódios que destacam a trajetória de Paula Toller e o diabetes tipo 1. A cantora, que é embaixadora da instituição, abriu o coração sobre como recebeu o diagnóstico tardio. Além disso, ela conta como mantém sua qualidade de vida e rotina de shows.
A iniciativa busca ampliar o acesso à informação de qualidade e combater estigmas. Dessa forma, ao compartilhar sua vivência pessoal, a artista aproxima o público da realidade de quem tem diabetes, mostrando que é possível ter uma vida plena e produtiva. A relação entre Paula Toller e o diabetes serve, portanto, como um exemplo poderoso de superação e disciplina para milhares de brasileiros.
O diagnóstico inesperado no consultório
A descoberta da condição ocorreu de forma totalmente inesperada no verão de 2009. Na ocasião, Paula, então com 47 anos, procurou seu dermatologista para um acompanhamento anual de rotina. Entretanto, durante a consulta, o médico notou que ela estava perdendo massa magra e, por isso, solicitou exames de sangue imediatos. Logo depois, o resultado surpreendeu a todos: a glicemia da cantora estava em 400 mg/dL em jejum.
Imediatamente, o dono do laboratório contatou o médico, que transmitiu a notícia à paciente. De início, Paula achou a situação impossível. “Falei, gente, mas como? Eu tenho 47 anos, isso não acontece. Eu achava que era só com o adolescente que acontecia isso”. Na verdade, esse relato evidencia um mito comum que a campanha visa desconstruir: a ideia de que o diabetes tipo 1 surge apenas na infância ou adolescência.
Sintomas prévios e internação
Antes mesmo da confirmação médica, o corpo da artista já dava sinais de que algo estava diferente. Ela recorda ter sentido muita sede e cansaço excessivo durante os exercícios físicos. Ademais, notou uma irritação fora do comum com situações triviais. Contudo, sem conhecimento prévio sobre os sintomas, ela não associou esses alertas à condição até o momento dos exames.
Logo após receber o diagnóstico, Paula precisou ficar internada por três dias. De fato, esse período foi fundamental para que ela aprendesse a lidar com a nova realidade. Durante a internação, a equipe médica ensinou como aplicar a insulina e tudo o que ela precisaria fazer para controlar a glicemia sozinha assim que saísse do hospital.
Atualmente, a história de Paula Toller e o diabetes inspira outras pessoas a buscarem informação e tratamento adequado. “O diagnóstico é só uma parte, é só o começo de outro voo”, afirma a cantora, reforçando a mensagem de esperança da campanha. Por fim, para assistir aos episódios completos e saber mais sobre o trabalho do instituto, acesse o site oficial em www.icdrs.org.br.
