O Ministério da Saúde recebeu, nesta segunda-feira (17), o primeiro lote de insulina glargina destinado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A entrega ocorreu no Aeroporto de Guarulhos (SP) e contou com a presença de representantes da pasta. A carga contém mais de dois milhões de unidades do insumo, que já faz parte do protocolo de tratamento para quem tem diabetes tipo 1 e agora atenderá também pacientes com diabetes tipo 2 na rede pública.
A aquisição deste lote de insulina glargina integra uma estratégia de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). O acordo prevê que, futuramente, a tecnologia de produção seja transferida para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Dessa forma, o objetivo central é viabilizar a fabricação do medicamento em território nacional.
Transferência de tecnologia e abastecimento
A nacionalização da produção busca alterar a logística de abastecimento do SUS. Atualmente, o Brasil importa a maior parte da insulina que consome. Com a implementação da PDP, a meta é que o laboratório público passe a produzir o medicamento, reduzindo a necessidade de compras no mercado externo. Segundo as autoridades de saúde, essa medida visa evitar desabastecimentos decorrentes de flutuações internacionais.
Além disso, a produção local deve garantir maior regularidade na distribuição para as farmácias do SUS. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a medida traz segurança para o paciente, pois “faz com que esse paciente não fique submetido a crises internacionais da insulina”.
Impacto para quem tem diabetes
A insulina glargina é um análogo de longa duração, utilizado para o controle da glicemia basal. A disponibilidade deste lote de insulina glargina reforça os estoques para o atendimento imediato. Contudo, o foco do projeto permanece na autonomia fabril a médio prazo.
Assim, a expectativa é que a fabricação pela Fiocruz estabilize a oferta. Portanto, a dependência de importações diminuirá gradativamente à medida que a transferência de tecnologia avançar. Essa mudança estrutural pretende assegurar que o tratamento de quem tem o diabetes ocorra sem interrupções por fatores logísticos externos.
As informações são da Agência Brasil.