Lidar com o diabetes tipo 1 é uma jornada que exige muito mais do que apenas contagem de carboidratos e aplicação de insulina. O peso emocional é constante. Por isso, ter uma rede de apoio no diabetes sólida é considerado fundamental por especialistas e por quem vive com a condição.
No DiabetesCast, o jornalista Tom Bueno e suas convidadas, a psicóloga Débora Gomes e a advogada Eloisa Malieri, debateram a importância vital de não estar sozinho nesse processo.
Grupos de mães e terapia
Logo após o diagnóstico da filha, Débora Gomes buscou grupos de outras mães na mesma situação. Ela descreveu esses grupos como “uma rede de apoio maravilhosa” e “uma troca, um compartilhamento solidário, inclusive, de ajuda”.
Além do apoio de pares, o suporte profissional é crucial. Eloisa Malieri, que vive com T1D há décadas, compartilhou sua experiência com a terapia. “Consegui um espaço”, disse ela, descrevendo o consultório como “um lugar onde eu possa falar sem estar sendo julgada”. É um espaço para desabafar sobre o estresse com o diabetes, com a profissão e com a vida, reconhecendo que “não dá conta de tudo e tá tudo bem”.
O poder da vulnerabilidade
A exaustão do cuidado é real, como destacou Tom Bueno. Ele mencionou uma postagem recente em que expôs um momento de vulnerabilidade e percebeu “o quanto as pessoas também passam por isso caladas porque elas acham que estão sendo diferentes”.
Compartilhar a dificuldade, seja nas redes sociais ou em grupos de apoio, ajuda outras pessoas a se sentirem menos sozinhas na exaustão. A rede de apoio no diabetes serve também para validar esses sentimentos difíceis.
‘Pedir ajuda não é fraqueza’
A mensagem final de Débora Gomes, como mãe e psicóloga, foi um reforço da necessidade de buscar ajuda. “Para essa pessoa [recém-diagnosticada] eu digo, receba meu abraço. Se fortaleça, peça ajuda”, aconselhou.
Ela foi enfática ao afirmar que pedir ajuda, seja ao companheiro, a amigos ou a profissionais, não é um sinal de fraqueza. “Pelo contrário, é força. É dizer, é prestar atenção em você”. É o reconhecimento de que, para cuidar bem, é preciso estar bem.
