Você sabia que o seu corpo pode dar sinais do diabetes na boca quando a glicose não está bem controlada? Assim, muitas vezes, alterações na gengiva ou na saliva podem ser os primeiros indicadores de que o controle glicêmico precisa de ajustes. Em um vídeo para o nosso canal “Um Diabético” no Youtube, o jornalista Tom Bueno, que também tem diabetes, explorou esse tema crucial. Ele destacou quatro sinais importantes que merecem atenção, baseando-se em uma conversa com uma especialista na área.
A relação entre o diabetes e a saúde bucal
Segundo Tom Bueno, estudos indicam que a relação é significativa: “cinco entre seis pessoas com diabetes têm um risco aumentado de ter doenças gengivais”. Isso acontece porque quem tem a condição fica mais suscetível a inflamações bacterianas e, ao mesmo tempo, o organismo apresenta maior dificuldade em combater essas bactérias.
Para aprofundar o assunto, Tom Bueno entrevistou a Dra. Cristine Houk, que é dentista, microbiologista, professora e também mãe de uma menina com diabetes tipo 1. Ela se dedica a estudar a conexão entre o diabetes e a saúde bucal, fornecendo uma visão especializada sobre os alertas que o corpo emite.
Os 4 principais sinais do diabetes na boca
Portanto, com base nas informações da Dra. Houk, Tom Bueno listou os quatro sinais mais comuns que indicam a necessidade de verificar a glicemia e visitar um dentista.
1. Candidíase oral (sapinho)
O primeiro sinal é a candidíase oral, popularmente conhecida como “sapinho”. Esse fungo pode se manifestar quando os níveis de glicose estão elevados, criando um ambiente propício para sua proliferação na mucosa bucal.
2. Xerostomia (boca seca)
O segundo é a xerostomia. “Parece um palavrão, né? Mas, na verdade, se trata de boca seca ou aquela sensação amarga”, explica Tom Bueno no vídeo. Essa sensação constante de sede e boca seca é um sintoma clássico de hiperglicemia.
3. Gengivite
Além disso, a gengivite é o terceiro sinal. Ela é o estágio inicial da inflamação causada pela placa bacteriana. “Sabe quando a gengiva fica muito vermelha, inchada ou até mesmo retraída? Você percebe até que o dente fica mais longo”, descreve Tom. Esse é um forte indicativo de que o diabetes pode estar descompensado.
4. Periodontite
Por fim, o quarto e mais grave sinal é a periodontite, ou doença periodontal. Este é o estágio avançado da gengivite. Conforme alertado no vídeo, essa condição “pode levar até mesmo à perda dos dentes”.
Os sintomas da periodontite incluem mau hálito, sangramentos e o escurecimento da gengiva. A Dra. Houk e Tom Bueno enfatizam que esta é “a complicação oral do diabetes mais importante”, exigindo atenção redobrada.
Prevenção e controle
Mas, o que fazer para evitar esses problemas? A prevenção é baseada em dois pilares fundamentais. O primeiro é manter uma higiene bucal rigorosa, o que inclui escovação correta, uso diário de fio dental e visitas regulares ao dentista para avaliação e limpeza.
O segundo pilar, e o mais importante, é manter o bom controle do diabetes. Níveis glicêmicos estáveis são a melhor forma de prevenir não apenas esses sinais do diabetes na boca, mas também outras complicações da condição.
Se você identificou algum desses sintomas, a recomendação é clara: “procure um dentista pra fazer uma avaliação, pra ele entender o que tá acontecendo”. Juntamente com o cuidado odontológico, é essencial focar no controle glicêmico para tratar a causa desses sinais do diabetes na boca de forma eficiente.
