Brasília consolidou-se como referência nacional no cuidado às pessoas com diabetes tipo 1. Três anos após a criação do programa que oferece gratuitamente o sensor de glicose FreeStyle Libre, o número de beneficiários cresceu de cerca de 40 para 488 pacientes, em sua maioria crianças e adolescentes. A iniciativa do Governo do Distrito Federal é pioneira e vem garantindo mais autonomia, segurança e qualidade de vida para as famílias.
Esther, nove anos, exemplo de transformação
Entre os quase 500 atendidos está Esther, diagnosticada aos dois anos de idade. Hoje, aos nove, ela já consegue interpretar os resultados do sensor e tomar decisões sozinha: se a glicemia está caindo, bebe suco; se está subindo, aplica insulina.
A mãe, Luana Conrado, lembra que o dispositivo mudou a rotina.
“O sensor trouxe inclusão. Antes vivíamos inseguros, sem saber quando uma crise poderia acontecer. Agora conseguimos agir antes de um problema grave, como uma hipoglicemia severa”, afirma.
Segundo ela, a escola também passou a lidar de forma mais tranquila com a condição.
“Facilita a vida dos professores, que já têm tantos alunos. Hoje todos sabem o que fazer se algo sair do controle.”
Expansão e novos critérios
De acordo com a endocrinologista Flávia Franco, coordenadora do programa, ajustes técnicos nos critérios de inclusão permitiram ampliar o acesso. Para crianças e adolescentes, por exemplo, o tempo de diagnóstico foi reduzido para apenas um ano e os parâmetros de controle foram adaptados à realidade pediátrica.
“Conseguimos dar mais flexibilidade e, assim, aumentar o número de beneficiários. Nosso objetivo é reduzir complicações agudas, como hipoglicemias e cetoacidose, e também prevenir problemas crônicos relacionados às oscilações glicêmicas”, explica a médica.
Ela reforça que qualquer morador do Distrito Federal pode ter acesso ao programa, desde que esteja vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo que faça acompanhamento em rede privada.
Impacto para o futuro
Assim, para Luana, o programa representa mais que alívio imediato. É garantia de futuro para a filha.
“Como mãe, sinto segurança. Como cidadã, sinto orgulho de ver nossa rede pública oferecendo um tratamento de qualidade e inclusivo”, diz.
Esther, por sua vez, já pensa grande: quer ser médica para ajudar outras crianças com diabetes.
Quer saber mais sobre este assunto? É só clicar neste link para conferir, em nosso podcast no Spotify, como foi o encontro do jornalista Tom Bueno, que convive com o diabetes, com a garotinha Esther. É imperdível!