O acesso a tecnologias essenciais para o cuidado do diabetes é um desafio constante para muitas famílias no Brasil. Na Bahia, a Associação de diabéticos da Bahia (Adiba) lidera um movimento para mudar essa realidade, lançando um abaixo-assinado. O objetivo é solicitar ao Governo do Estado a inclusão de sensores contínuos de glicose no sistema público de saúde. A iniciativa foca, principalmente, em crianças e adolescentes que vivem com o diabetes tipo 1. A inclusão do sensor de glicose na Bahia já é objeto de um processo administrativo (SEI 01950412024020132388). De fato, o abaixo-assinado busca mobilizar a sociedade para fortalecer o pedido.
Afinal, o custo do sensor de monitoramento contínuo da glicose é alto para muitas famílias. A Adiba, destaca que o dispositivo é crucial para o controle seguro da condição, especialmente para os mais jovens. A associação ainda enfatiza que o uso do sensor previne hipoglicemias graves, reduz internações e as complicações futuras. Além disso, o sensor proporciona mais qualidade de vida e tranquilidade para as famílias. Por isso, a luta pelo sensor de glicose na Bahia se tornou um símbolo de esperança para muitas pessoas que convivem com a condição.
Por que o monitoramento contínuo é tão importante?
O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune que exige atenção constante aos níveis de glicose no sangue. O monitoramento tradicional, com as conhecidas “picadas de dedo”, pode ser doloroso. Frequentemente, não oferece uma visão completa e precisa das variações glicêmicas ao longo do dia e da noite. É por isso que os sensores de glicose contínuo fazem a diferença. Eles são dispositivos que ficam acoplados ao corpo e medem a glicose a cada minuto, de forma indolor.
O uso do sensor, portanto, reduz os riscos de complicações agudas e crônicas. Além de oferecer mais segurança e precisão nos dados, a tecnologia permite que quem tem diabetes, seus familiares e profissionais de saúde tomem decisões mais informadas sobre a alimentação e a atividade física. Com efeito, isso melhora o controle glicêmico, o que por sua vez, contribui para um futuro com menos complicações a longo prazo. O sensor de glicose na Bahia se apresenta, assim, não apenas como uma ferramenta de medição, mas como um aliado na busca por uma vida mais saudável e autônoma.
O apoio de Tom Bueno e a palestra em Salvador
A causa da Adiba ganhou mais um importante reforço com a participação do jornalista e influenciador Tom Bueno, que também vive com o diabetes. Ele esteve presente na Câmara de Vereadores de Salvador, na última segunda-feira, para falar sobre a importância do monitoramento da glicose e apoiar a iniciativa da Adiba. Ao lado da médica endocrinologista Dra. Caroline Bulcão Souza e da nutricionista Sabrina, ele compartilhou sua experiência e destacou a necessidade do acesso à tecnologia.
Em suas redes sociais, Tom Bueno expressou sua emoção com o evento:
“Hoje vivi uma daquelas manhãs que renovam a esperança. Estar ao lado de crianças, jovens e famílias que convivem com o diabetes, na Câmara de Vereadores de Salvador, mostrou mais uma vez o quanto a informação pode abrir caminhos.”
A declaração de Tom reforça o poder da informação e do diálogo na promoção de mudanças. Ele ainda completou dizendo que “quando garantimos acesso ao sensor de glicose na Bahia, estamos dando mais do que números na tela. Estamos oferecendo autonomia, liberdade, segurança e a chance de uma infância plena, para que essas crianças cresçam e se tornem adultos mais saudáveis e com menos complicações.”
A mobilização continua. A Adiba convida a todos a assinarem o abaixo-assinado, dando voz a quem precisa de mais dignidade, segurança e saúde. Junte-se a esta causa e ajude a transformar a realidade de milhares de crianças e adolescentes na Bahia.
