Um cheiro adocicado, semelhante a acetona ou fruta passada, pode indicar um quadro sério em pessoas com diabetes: a cetoacidose diabética. Essa complicação é uma emergência médica. Ela surge quando o corpo, sem insulina suficiente, passa a quebrar gordura para gerar energia e libera substâncias chamadas cetonas.
A Sociedade Brasileira de Diabetes explica que o excesso de cetonas torna o sangue mais ácido. Esse desequilíbrio provoca sintomas como sede intensa, náuseas, dor abdominal, respiração ofegante e alteração de consciência. Sem tratamento rápido, a condição pode evoluir para coma e até morte.
Por que o cheiro aparece
As cetonas, em especial a acetona, deixam o corpo por meio da respiração e do suor. Esse processo gera o odor característico. O Manual MSD descreve o hálito frutado ou semelhante a removedor de esmalte como um marcador clássico da cetoacidose diabética. Portanto, não se trata de suor comum, mas de um sinal clínico que merece atenção.
Quem corre mais risco
A complicação aparece com mais frequência em pessoas com diabetes tipo 1. No entanto, também pode atingir quem tem tipo 2 em situações específicas, como infecções, jejum prolongado ou falha no uso de insulina. A American Diabetes Association destaca fatores de risco como a suspensão do tratamento, doenças interocorrentes e glicemias persistentemente elevadas.
O que fazer diante do sintoma
Perceber o cheiro de acetona junto a sinais como sede excessiva, urina frequente, fadiga ou náuseas exige ação imediata. A primeira medida é checar a glicemia. Além disso, se possível, a pessoa deve verificar cetonas no sangue ou na urina. Em seguida, é fundamental procurar atendimento médico de urgência. O tratamento combina insulina, hidratação e reposição de eletrólitos em ambiente hospitalar.
Como prevenir
Manter o controle do diabetes reduz drasticamente o risco de complicações. Isso significa aplicar insulina corretamente, monitorar as glicemias, adotar uma alimentação equilibrada e hidratar-se bem. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SP reforça que a prevenção é o caminho mais seguro. Assim, o mau cheiro, ainda que discreto, funciona como um alerta: o organismo pede atenção imediata.
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