Afinal, uma das perguntas mais frequentes para quem convive com diabetes é sobre o ganho de massa muscular. A dúvida é comum, mas a resposta é clara: sim, é totalmente possível. Além de ser viável, construir músculos é uma das melhores estratégias para o controle da glicose e para a melhora geral da saúde.
Para o Prof. Dr. William Komatsu, Fisiologista do Exercício, Pós-doutor em Medicina Esportiva e sócio fundador do IBTED Tecnologia e Educação em Diabetes, o ganho de massa muscular é possível e benéfico tanto para quem tem diabetes tipo 1 quanto para quem tem diabetes tipo 2.
Músculos para o tipo 1: insulina como aliada
O especialista explica que quem vive com diabetes tipo 1 consegue, sim, ganhar massa muscular. Segundo ele, há até um benefício extra que é a insulina. “Se ele souber utilizar a insulina como aliada dele em relação ao ganho de massa muscular, ele pode até potencializar esse ganho de massa muscular“.
Para que isso aconteça, o Prof. Dr. Komatsu indica que a pessoa deve focar em exercícios de força ou exercícios resistidos. A partir do momento que você faz um exercício muscular, você dá um estímulo que causa um catabolismo, ou seja, um “gasto” do músculo naquele momento. No entanto, é durante o descanso à noite, com a quantidade adequada de proteínas e sono, que o músculo se regenera, fica mais forte do que estava antes e cresce.
Músculos para o tipo 2: combate à perda muscular
Para quem convive com diabetes tipo 2, ganhar massa muscular é “extremamente importante”. O especialista explica que, a partir dos 30 anos de idade, o corpo já tende a perder massa muscular. Por isso, dar estímulos para pelo menos manter essa massa muscular é fundamental. Se conseguir aumentar, o benefício é ainda maior.
Consequentemente, o aumento da massa muscular traz um maior gasto energético. Quanto mais massa muscular e menos gordura, mais a taxa metabólica basal acelera. Esta taxa é a energia que você gasta em repouso. Assim, você consegue perder peso, melhorar o músculo e, o melhor de tudo, ter um melhor controle do diabetes.
O que a ciência recomenda: proteína e sono
O grande segredo para essa supercompensação, que leva à hipertrofia, é a ingestão adequada de nutrientes. O Prof. Dr. Komatsu indica que a ingestão de proteína deve ser de 1,6 a 2 gramas por quilo de peso. A falta de proteína na dieta dificulta o ganho muscular.
Além da alimentação, o descanso é vital. O processo de anabolismo, onde o músculo se fortalece e cresce, acontece durante o sono. Portanto, o sono adequado é tão essencial quanto o treino e a alimentação.
