Muita gente com diabetes já se perguntou se comer maçã pode realmente aumentar a glicose no sangue. A dúvida é comum — e aparece com frequência nos consultórios e nas redes sociais. No episódio do DiabetesCast, disponível no YouTube e no Spotify, a nutricionista Maristela Strufaldi, educadora em diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes, trouxe uma explicação clara sobre esse tema.
O ponto de partida da conversa foi o relato de uma seguidora: “como uma maçã e minha glicose sobe muito”. Embora pareça uma reação direta e automática, a realidade é mais complexa do que parece.
Frutas são permitidas no diabetes?
De acordo com a especialista, frutas como a maçã não apenas são permitidas, como também podem trazer benefícios para quem convive com diabetes. Rica em fibras, vitaminas e com baixo índice glicêmico, a maçã provoca uma absorção mais lenta do açúcar no sangue, o que ajuda a evitar picos de glicose.
Ainda assim, por conter carboidratos, é natural que esse alimento tenha algum impacto na glicose. O que realmente faz diferença não é a fruta em si, mas a forma como a pessoa consome — e como o organismo dela reage naquele momento.
O que pode explicar o aumento da glicose?
Antes de culpar a maçã, é importante avaliar o contexto. Maristela explica que vários fatores influenciam os níveis de glicose: o tipo de diabetes, o uso de insulina ou outros medicamentos, o horário em que a pessoa consome a fruta e até o tamanho da porção.
Além disso, há elementos fora do prato que influenciam a glicose. Uma noite mal dormida, um resfriado, o estresse do dia ou a falta de atividade física podem interferir nos resultados. Em muitos casos, a glicose já está alta antes da pessoa comer a fruta — mas o pico só chama atenção depois.
Maçã está liberada?
Sim. Uma maçã média tem cerca de 15 gramas de carboidrato e pode fazer parte da alimentação de forma segura. A recomendação é consumir a fruta com equilíbrio e, sempre que possível, combinar com uma fonte de proteína ou gordura boa, como castanhas, iogurte natural ou pasta de amendoim. Isso ajuda a reduzir o impacto da glicose no sangue.
Mais importante do que cortar alimentos saudáveis é aprender a combiná-los e observar as respostas do próprio corpo.
Cada pessoa é única
Não existe uma regra única. Por isso, o monitoramento da glicose antes e depois das refeições é uma ferramenta essencial para entender como o corpo responde. O apoio de profissionais de saúde também faz toda a diferença nesse processo.
A pessoa com diabetes não precisa enxergar as frutas como inimigas. Pelo contrário: quando bem orientado, o consumo de frutas como a maçã pode fazer parte de uma rotina alimentar equilibrada, saborosa e nutritiva.
Quer entender melhor como a alimentação impacta sua glicose?
Assista ao episódio completo do DiabetesCast com a nutricionista Maristela Strufaldi. O conteúdo está disponível no canal Um Diabético no Youtube e também no Spotify:
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