Hoje, 1º de agosto, é o Dia da Cerveja. Consumir essa bebida faz parte do hábito social de muitas pessoas. No entanto, para quem vive com diabetes, o consumo exige atenção redobrada. A bebida pode interferir nos níveis de glicose no sangue, tanto pela presença do álcool quanto pela quantidade de carboidratos, que varia conforme o tipo da cerveja. Por isso, entender qual tipo escolher e como beber com mais segurança ajuda a evitar alterações bruscas de glicemia. A nutricionista Tarcila Campos explicou os impactos e o que você precisa saber antes de curtir o fim de semana com segurança.
O que considerar antes de beber cerveja com diabetes
Antes de tudo, é importante analisar o teor alcoólico e a quantidade de carboidratos da bebida. Cervejas diferentes impactam de maneira distinta o controle da glicose. Nesse sentido, versões “ultra” ou “low carb” costumam ter menor quantidade de carboidratos e calorias. Já as cervejas sem álcool podem parecer boas opções, mas muitas trazem açúcar adicionado. As versões sem glúten, por sua vez, só são vantajosas para quem tem intolerância ou doença celíaca.
A nutricionista Tarcila Campos resume assim:
“Entre as opções mais adequadas para consumo esporádico, com moderação, estão as cervejas low carb e com menor teor alcoólico. As cervejas zero álcool também podem ser consideradas, mas é fundamental ler o rótulo, pois muitas têm adição de açúcar. Já as sem glúten não trazem benefício direto para a glicemia.“
Tipos de cerveja que merecem mais atenção
Nem todas as cervejas impactam o organismo da mesma forma. Tipos mais doces, encorpados ou com adições de ingredientes extras elevam ainda mais o risco de descontrole glicêmico. Isso acontece porque combinam grande quantidade de carboidratos com álcool, que pode levar tanto à hiperglicemia quanto à hipoglicemia tardia, especialmente em quem usa insulina ou medicamentos que reduzem a glicose. Tarcila explica:
“Cervejas doces, como as artesanais com frutas, especiarias, mel ou lactose, podem conter muito açúcar. Também é importante evitar estilos encorpados com alto teor alcoólico, como Stouts, Bocks ou IPAs duplas, que costumam ter mais calorias e carboidratos.“
Como beber com segurança
A melhor forma de incluir cerveja na rotina é com planejamento. Além de escolher bem o tipo da bebida, é essencial beber de forma esporádica e com acompanhamento profissional. Isso porque o álcool pode interferir na ação de medicamentos e dificultar o controle glicêmico, mesmo horas depois do consumo. A especialista orienta:
“Nunca beba de estômago vazio. Coma antes ou junto, preferindo alimentos com fibras e proteínas. Intercale a cerveja com água para manter a hidratação. Evite consumir à noite, pois o risco de hipoglicemia aumenta. E sempre monitore a glicemia antes e depois de beber.“
Pilsen, IPA, APA, Weiss: qual o impacto de cada uma?
As características de cada tipo de cerveja influenciam diretamente na resposta do organismo. Cervejas mais leves, como a Pilsen, geralmente têm menos álcool e carboidrato, o que reduz o impacto na glicose. Já estilos como APA, IPA, Weiss e Stout tendem a ser mais alcoólicos e encorpados, com maior quantidade de malte, o que eleva o índice glicêmico.
“A Pilsen costuma ser a mais leve e segura entre as tradicionais. Já a APA e a IPA, por terem mais álcool e corpo, apresentam maior teor calórico. Estilos como Weiss, Stout e Bock também exigem atenção, assim como qualquer cerveja que tenha lactose, frutas ou ingredientes doces.“
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