Uma iniciativa que oferece sensor de glicose gratuito para crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, em Santana de Parnaíba (SP), tem mudado a realidade de muitas famílias do município. O programa, que é da Secretaria de Saúde do município, permite um controle mais preciso e menos invasivo da doença. Para muitas famílias, a tecnologia representa um avanço fundamental no tratamento e na qualidade de vida dos pequenos.

Um dos exemplos de como esse recurso está transformando vidas é o de Milena Costa Silva, uma menina de apenas seis anos que já aprendeu a monitorar sua glicose sozinha.
Diagnosticada com diabetes tipo 1 aos três anos, ela utiliza o sensor FreeStyle Libre para acompanhar as variações nos níveis de açúcar no sangue.
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Com muita naturalidade, ela já entende quando a glicose está estável, subindo ou caindo, o que dá mais autonomia a menina no dia a dia.
Vanilda Costa Silva, a mãe de Milena, conta que o diagnóstico foi inesperado, pois não havia histórico da doença na família. Inicialmente, ela acreditava que os sintomas eram decorrentes de rinite, mas, após uma consulta médica, veio a surpresa: diabetes tipo 1. “Eu achava que diabetes vinha do excesso de doces, mas aprendi que não é bem assim”, comenta.
A rotina antes do sensor de glicose
Antes do uso do sensor, a rotina era desgastante, com constantes medições através de furadas no dedo. “A ponta do dedo dela ficava roxa de tanto medir. Como ela era muito pequena, eu ficava apreensiva e media ainda mais vezes”, relembra a mãe. Hoje, com o sensor, tudo mudou. “A hemoglobina glicada dela está controlada, ela nunca mais passou mal e pode brincar normalmente como qualquer outra criança.”
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A tecnologia trouxe mais segurança para os pais, que conseguem monitorar a glicose dos filhos mesmo à distância, por meio de um aplicativo no celular. “Se ela está na escola e a glicose fica baixa, eu vejo aqui no aplicativo e já ligo para a escola. Isso dá uma tranquilidade enorme”, afirma a mãe de Milena.
Para quem convive com o diabetes, cada recurso que facilita o monitoramento faz toda a diferença. E para Milena, significa poder brincar de boneca sem tantas interrupções. “Ter acesso a isso é muito bom, porque não ajuda só a mim, mas a muitas outras crianças”, conclui a mãe.