Cachorro com diabetes não é algo incomum – a condição, que afeta muitos humanos, também pode atingir os animais de estimação.
Foi o que descobriu Beatriz Ribeiro, UX Designer de 30 anos, ao receber o diagnóstico de seu fiel companheiro, Bento, um labrador vira-lata que resgatou das ruas quando ele tinha cinco meses.

Hoje, com cinco anos, o cãozinho enfrenta uma rotina de tratamentos rigorosos, que envolvem insulina, alimentação balanceada e acompanhamento veterinário constante.
O desafio de cuidar de um cachorro com diabetes
O diagnóstico de diabetes em um cão pode ser assustador para qualquer tutor. Beatriz admite que o processo inicial foi repleto de desafios, exigindo paciência e uma rápida adaptação à nova realidade.
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“A partir de agora, seu cão é ainda mais dependente de você. Ele precisa da medicação correta, de uma alimentação adequada e de um acompanhamento especializado”, explica.
Diante disso, uma das primeiras providências que ela tomou foi garantir um plano de saúde para Bento, o que facilitou o acesso a exames frequentes. Além disso, investiu em um sensor de glicose para monitorar os níveis de açúcar no sangue do pet sem a necessidade de picadas constantes.
“No início, o sensor foi essencial para evitar que eu precisasse furá-lo o tempo todo. Isso ajudou a definir melhor a dosagem da insulina e a evitar crises de hipoglicemia”, conta.
Bento desenvolveu catarata após o diagnóstico
Apesar de todo o cuidado, Bento desenvolveu catarata, uma das complicações comuns em cães com a condição. “Descobri que ele estava ficando cego e me culpei muito. Mas o veterinário explicou que, em alguns casos, a predisposição genética também influencia e que a diabetes apenas acelerou esse processo”, relata Beatriz.
Agora, o maior desafio é conseguir custear a cirurgia de correção da catarata. Para isso, ela decidiu retomar a atualização do perfil de Bento no TikTok, criado inicialmente para compartilhar informações sobre a condição do pet. “A ideia é divulgar conhecimento sobre diabetes em cães e também arrecadar fundos para a cirurgia”, explica.
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Qualidade de vida de um cachorro com diabetes
Apesar das dificuldades, Bento continua sendo um cão alegre e ativo. “O exercício físico é fundamental para manter a glicemia controlada. Sempre que possível, o levo para passear e monitoro a glicemia após a atividade”, conta Beatriz. A rotina inclui também ajustes na alimentação e monitoramento rigoroso dos níveis de glicose.
Para outros tutores que estão passando pela mesma situação, ela aconselha: “Tenham paciência. É um processo desafiador, mas com os cuidados certos, é possível oferecer qualidade de vida ao pet. Se puderem, invistam em um sensor de glicemia e garantam acompanhamento veterinário frequente”.

A história de Bento é um exemplo de como o amor e a dedicação fazem toda a diferença na vida de um animal de estimação.
“Ele é muito resiliente. Tenho aprendido muito com ele sobre força e superação”, conclui Beatriz.