Aos seis anos, Júlia Maria esbanja leveza e determinação nos palcos. Diagnosticada com diabetes tipo 1 há quatro meses, a pequena bailarina de Pindamonhagaba, no interior de São Paulo, superou desafios desde o início e, agora, tem um novo sonho: representar o Brasil na final do Festival Plie, no Chile. Para isso, sua família e sua escola de ballet iniciaram uma campanha para arrecadar recursos e viabilizar sua participação no evento.
Um diagnóstico que trouxe desafios
Quando os pais de Júlia Maria receberam a notícia do diagnóstico, um turbilhão de dúvidas e receios tomaram conta da família. Eles buscaram informações e relatos de outras famílias que enfrentavam a mesma realidade. No entanto, o maior desafio foi lidar com as picadas diárias e os momentos de internação. Mesmo diante dessas dificuldades, a pequena se mostrou surpreendentemente forte.
Com um sorriso no rosto, Júlia chamou o hospital de “hotel” e manteve sua alegria intacta, inspirando todos ao seu redor. Sua força e resiliência se tornaram combustível para que seus pais encontrassem formas de tornar a rotina mais leve e equilibrada.

A dança como paixão e ferramenta de superação
Desde bebê, Júlia Maria demonstrava um amor inabalável pela dança. Para ela, o ballet não é apenas uma atividade física importante para o controle da diabetes, mas também uma forma de expressar sua felicidade e determinação.
No dia 9 de março, ela participou da seletiva do Festival Plie, em São Paulo. Sua dedicação e talento garantiram um lugar no pódio: Júlia conquistou o terceiro lugar e, com isso, a classificação para a grande final no Chile.
A busca por apoio para representar o Brasil
Agora, a família enfrenta um novo desafio. Para que Júlia possa viajar e competir, é necessário arrecadar recursos que cobrem despesas como passagem, hospedagem e alimentação. A escola de ballet entrou nessa missão e tem promovido campanhas para encontrar patrocinadores que acreditem no talento da pequena bailarina, assim como da equipe, no impacto dessa conquista.
Além de representar o Brasil, Júlia leva consigo uma mensagem inspiradora: a de que crianças com diabetes tipo 1 podem realizar seus sonhos e superar barreiras. Sua trajetória já emocionou muitas pessoas e, com o apoio necessário, ela poderá brilhar ainda mais nos palcos internacionais.
A mãe, Flaviane Ferreira, conversou com o portal “Um Diabético” e diz que a sensação de ver a filha ganhando o mundo com o ballet tão pequena é uma sensação única:
“Ganhando o terceiro lugar, já indo pra uma etapa internacional. Pra mim, é surreal isso! Eu não esperava isso já, né? Até porque, agora, a gente tem que correr atrás de realizar esse sonho dela, que é viajar dela, de todas as amigas.“
Próximos passos
Toda ajuda faz diferença e torna possível que Júlia viva essa experiência única, levando o nome do Vale do Paraíba e do Brasil para um evento internacional de grande prestígio. A pequena bailarina já mostrou que tem força, talento e garra para enfrentar qualquer desafio. Agora, com o apoio certo, ela poderá dar um grande passo em sua jornada no ballet e inspirar ainda mais pessoas com sua história de superação e paixão pela dança.