Os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis. Além disso, episódios de hipoglicemia são mais frequentes nessa fase da vida. Ao mesmo tempo, esquemas complexos aumentam o risco de erros no uso da insulina.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde decidiu priorizar idosos com diabetes tipo 1 e tipo 2 no projeto-piloto da insulina glargina no SUS. A iniciativa começa em quatro regiões do país. Com isso, o governo busca reduzir riscos clínicos e simplificar o tratamento.
Neste primeiro momento, o programa também inclui crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1. Nesse grupo, o uso de insulina é indispensável desde o diagnóstico. Porém, o controle glicêmico costuma ser mais instável durante o crescimento.
Por que os idosos com diabetes tipo 1 e tipo 2 são prioridade
Idosos com diabetes apresentam maior risco de hipoglicemias graves. Isso ocorre, tanto no diabetes tipo 1 quanto no tipo 2 em uso de insulina. Como consequência, as complicações tendem a ser mais sérias. Quedas e internações são exemplos frequentes.
Além disso, muitos idosos enfrentam limitações visuais ou motoras. Por esse motivo, esquemas com várias aplicações diárias aumentam a chance de erros. Dessa forma, o tratamento exige maior cuidado.
Nesse contexto, a insulina glargina pode ajudar. Ela tem ação prolongada e perfil mais estável. Assim, pode reduzir oscilações da glicemia quando bem indicada. Ainda assim, a troca não será automática. As equipes do SUS vão avaliar cada caso.
Crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 entram nesta fase inicial
Além dos idosos, o projeto-piloto inclui crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1. Nesse tipo de diabetes, a insulina é essencial para a sobrevivência. Portanto, não há alternativa ao tratamento insulinoterápico.
No entanto, o controle glicêmico nessa fase costuma variar mais. Crescimento, alimentação irregular e rotina escolar influenciam a glicemia. Por isso, uma insulina basal de ação prolongada pode ajudar em casos específicos.
Mesmo assim, a equipe de saúde fará avaliação individual. Ou seja, nenhuma troca ocorre sem acompanhamento clínico.
Onde o projeto-piloto será implementado
A insulina glargina no SUS será ofertada inicialmente em quatro locais: Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal. Essas regiões, por sua vez, representam realidades distintas do país.
Além disso, contam com estrutura da Atenção Primária. Com isso, será possível acompanhar idosos e crianças em uso de insulina. Posteriormente, os dados devem orientar a expansão do programa.
O que muda na prática para os idosos beneficiados
Para os idosos contemplados, a principal mudança está na rotina. A insulina glargina atua por até 24 horas. Assim, geralmente exige apenas uma aplicação diária. Como resultado, o tratamento se torna mais previsível.
Na prática, os benefícios possíveis incluem:
- menor risco de hipoglicemia noturna
- menos variação da glicemia ao longo do dia
- rotina mais simples para pacientes e cuidadores
Por outro lado, o monitoramento da glicose continua essencial. Além disso, o acompanhamento médico segue obrigatório.
Quem não será atendido agora
Adultos fora dos critérios definidos não entram nesta fase. Por exemplo, pessoas com diabetes tipo 2 que não usam insulina ficam fora. Da mesma forma, adultos com diabetes tipo 1 fora da faixa etária não serão incluídos.
Segundo o Ministério da Saúde, essa limitação garante mais segurança clínica. Depois disso, o governo deve decidir se amplia o acesso.
O que o paciente deve fazer neste momento
Idosos com diabetes tipo 1 ou tipo 2 em uso de insulina devem manter o acompanhamento no SUS. Da mesma forma, responsáveis por crianças com diabetes tipo 1 precisam seguir o plano atual.
Portanto, a troca da insulina só ocorre com indicação da equipe de saúde. Em nenhuma hipótese, o paciente deve interromper o tratamento por conta própria.
