A flacidez da pele não acontece apenas com o passar dos anos. Em pessoas com diabetes, a glicose elevada pode acelerar a perda de colágeno, estrutura essencial para a sustentação cutânea.
O papel do colágeno na estrutura da pele
O colágeno é responsável por dar firmeza, elasticidade e resistência à pele. Com o envelhecimento natural, sua produção diminui gradualmente.
No entanto, no diabetes descontrolado, esse processo pode ser intensificado. A entrevista explica que a glicose elevada estimula a formação de radicais livres.
“Esses radicais livres se ligam ao colágeno e promovem sua destruição”, afirma o dermatologista Felipe Ribeiro.
Estresse oxidativo e envelhecimento precoce
Os radicais livres são moléculas instáveis que danificam estruturas do organismo. No diabetes, sua produção aumenta quando a glicemia permanece elevada.
Nesse cenário, o colágeno sofre degradação mais rápida. Como consequência, a pele perde sustentação e apresenta flacidez mais cedo.
Além disso, o excesso de glicose intensifica reações químicas que alteram a qualidade das fibras de colágeno, tornando-as menos eficientes.
Controle glicêmico como fator de proteção
Diretrizes clínicas apontam que manter a glicose dentro da meta reduz o estresse oxidativo sistêmico. Esse controle ajuda a preservar tecidos, inclusive a pele.
Ainda assim, especialistas ressaltam limites importantes. O controle glicêmico não interrompe o envelhecimento, mas pode reduzir sua aceleração.
Portanto, a preservação do colágeno depende de um conjunto de fatores, com destaque para o controle do diabetes e hábitos de vida adequados.
