A insulina controla a glicose no sangue. Ao mesmo tempo, esse hormônio influencia processos biológicos que afetam diretamente a saúde e o envelhecimento da pele.
Insulina e colágeno: o que acontece no corpo
Durante a entrevista, o dermatologista Felipe Ribeiro explica que a insulina participa de mecanismos ligados ao colágeno.
“A insulina se liga a genes que aumentam a produção de colágeno e a outros que impedem sua degradação”, afirma.
Nesse sentido, o colágeno funciona como a estrutura de um prédio. Quando ele se mantém preservado, a pele conserva firmeza e sustentação.
Por que o controle glicêmico faz diferença
Além da ação direta da insulina, o controle da glicose reduz a formação de radicais livres. Esses compostos aceleram o desgaste dos tecidos quando a glicemia permanece elevada.
“Quando a pessoa precisa de insulina e não usa, a glicose alta produz mais oxidantes e acelera o envelhecimento”, explica o especialista.
No entanto, ele faz uma ressalva importante. A insulina não rejuvenesce a pele. Ela reduz fatores metabólicos que aceleram o desgaste.
O que confirmam as diretrizes e onde estão os limites
As Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e os Standards of Care da ADA indicam a insulina como indispensável no diabetes tipo 1 e necessária no tipo 2 quando outras estratégias não atingem as metas.
Esses documentos afirmam, portanto, que reduzir a exposição prolongada à hiperglicemia protege tecidos ao longo do tempo. Ainda assim, eles não atribuem à insulina um efeito estético direto.
Fatores como exposição solar, genética e hábitos de vida continuam influenciando o envelhecimento cutâneo.
