Circula nas redes sociais, especialmente no Facebook, um vídeo adulterado com inteligência artificial que utiliza a imagem de William Bonner, apresentador do Jornal Nacional, para divulgar uma falsa cura do diabetes tipo 2.
Além disso, vale lembrar que William Bonner é um dos jornalistas mais conhecidos do Brasil. Há mais de duas décadas, ele apresenta o principal telejornal da TV Globo, o que aumenta o impacto do uso indevido de sua imagem em golpes digitais.
Conteúdo manipula vídeo verdadeiro
Segundo o Fato ou Fake, do g1, a montagem manipula um vídeo real do apresentador. Nela, fraudadores adicionaram falas falsas sobre um suposto “parasita chinês açucarado”.
O conteúdo enganoso afirma que esse parasita provocaria o diabetes tipo 2. Além disso, promete solução em uma “receita natural”, sem qualquer comprovação científica.
Sociedades médicas desmentem a informação
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), por sua vez, reforça que o diabetes não é causado por parasitas. Além disso, a entidade classificou como “absurdo” sugerir antiparasitários como suposta cura da doença.
Da mesma forma, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) também alertou sobre os riscos. Segundo a entidade, essas mensagens sem comprovação confundem pacientes e, consequentemente, podem levar ao abandono do tratamento médico adequado.
Como o vídeo foi manipulado
O vídeo usa imagens reais de Bonner gravadas em julho de 2024, quando ele falava sobre uma série especial de reportagens do Jornal Nacional.
Fraudadores substituíram o áudio original por uma gravação falsa criada com inteligência artificial. Assim, Bonner aparece recomendando algo que nunca disse.
O Fato ou Fake submeteu o material adulterado à ferramenta Hiya Deepfake Voice Detector. O resultado mostrou altíssima probabilidade de manipulação digital do áudio.
Golpe segue padrão já conhecido
Esse tipo de golpe segue roteiro repetido. Primeiro, apela ao medo de uma doença. Depois, promete cura milagrosa, critica a indústria farmacêutica e incentiva cliques em links suspeitos.
Usuários que acessam esses links podem gastar dinheiro em produtos sem eficácia. Além disso, correm o risco de prejudicar a saúde ao abandonar tratamentos corretos.
