Afinal, a pergunta “o diabetes é transmissível?” ainda é muito comum. Esse questionamento, no entanto, nasce de um grande mal-entendido sobre a natureza da doença. Para acabar de vez com essa dúvida, a resposta, segundo o endocrinologista Dr. Rodrigo Mendes, é direta e clara: “Ele não pode ser passado de uma pessoa para outra por contato, convívio ou relação social.“
O diabetes é uma condição metabólica, ou seja, está ligada à forma como o nosso corpo processa a glicose. Ele não é causado por um vírus, bactéria ou qualquer outro agente que se espalha de pessoa para pessoa.
Afinal, o que causa o diabetes?
Para entender por que o diabetes não se transmite, é fundamental conhecer suas causas. A doença tem diferentes tipos, e cada um tem sua própria origem.
- Diabetes tipo 1: O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. O próprio sistema de defesa do corpo ataca as células do pâncreas que produzem a insulina. A genética tem um papel importante no seu desenvolvimento.
- Diabetes tipo 2: O diabetes tipo 2 está diretamente ligado a fatores genéticos, mas também a escolhas de estilo de vida, como sedentarismo e alimentação inadequada. Neste caso, o corpo não consegue utilizar a insulina de forma eficiente.
- Diabetes gestacional: Esta condição acontece durante a gravidez. Ela ocorre quando o corpo não produz insulina suficiente para atender às necessidades da gestação.
Ainda segundo o endocrinologista Dr. Rodrigo Mendes, “cada tipo, 1, 2 ou gestacional, tem mecanismos próprios de origem, envolvendo fatores autoimunes, genéticos, metabólicos e hormonais.”
Como o diabetes não se transmite
Para reforçar, o diabetes não é uma doença infecciosa. Portanto, o contato com uma pessoa que tem a condição não oferece risco algum de contágio.
Você não pega diabetes por:
- Compartilhar copos, talheres ou alimentos.
- Beijar ou ter contato físico.
- Dividir o mesmo ambiente de trabalho ou estudo.
- Ter contato com o sangue ou suor.
- Usar o mesmo banheiro ou piscina.
A importância de combater os “mitos”
Também é essencial afastar ideias que levem a comportamentos que possam gerar, até mesmo, preconceito contra quem tem a doença. A endocrinologista Denise Franco, pesquisadora do CPCLIN /DASA e cofundadora do G7MED, ainda destaca fatos relevantes sobre o diabetes:
“Ele não é como gripe, resfriado ou outras doenças contagiosas. Podemos ter uma tendência genética quando alguém na família tem, aumenta o risco. E também há influência de hábitos de vida como alimentação, peso corporal e atividade física. Quando falamos do diabetes tipo 2. No caso do diabetes tipo 1, é uma reação do próprio corpo contra uma parte do corpo, no caso a célula beta, que produz insulina, sem relação com contágio.”
Viver sem medo e com informação
A endocrinologista Denise ainda ressalta que “se você conhece alguém que tem diabetes você pode abraçar, beijar ou compartilhar objetos com essa pessoa sem medo de ter a doença.”
Muitos mitos sobre o diabetes ainda persistem. No entanto, o conhecimento é a melhor ferramenta para combatê-los. Saber que o diabetes não se transmite liberta as pessoas do medo e permite que se construam relações mais saudáveis e empáticas.
Resumindo, o diabetes é um desafio, mas a sua convivência é segura. O foco deve ser no tratamento, no cuidado e na busca por uma vida plena, sem medo de contato com outras pessoas.
