A pandemia ficou para trás, mas os efeitos da COVID-19 continuam a aparecer. Um estudo internacional publicado no European Heart Journal mostrou que a infecção pode envelhecer os vasos sanguíneos em até cinco anos. Esse processo aumenta os riscos de hipertensão, doenças do coração e também de diabetes.
O estudo
A pesquisa, chamada CARTESIAN study, acompanhou 2.390 pessoas em 16 países. Os voluntários foram divididos em quatro grupos: pessoas sem histórico de COVID, pessoas que tiveram casos leves, pacientes internados em enfermaria e aqueles que passaram pela UTI.
Os cientistas analisaram a rigidez das artérias, um marcador de envelhecimento vascular. Os resultados indicaram que quem teve COVID apresentou vasos mais envelhecidos em comparação com quem nunca foi infectado.

Impacto maior nas mulheres
A diferença apareceu de forma mais clara entre as mulheres. Mesmo em casos leves, elas registraram rigidez arterial equivalente a cerca de cinco anos de envelhecimento precoce. Em situações mais graves, como internações em UTI, o avanço foi ainda maior.
Nos homens, no entanto, a alteração não mostrou relevância estatística.
Risco dobrado para quem tem diabetes
O estudo também acende um alerta para pessoas que já vivem com diabetes. A doença, por si só, acelera o envelhecimento dos vasos sanguíneos e aumenta as chances de infarto, AVC e insuficiência renal.
Quando a COVID entra nessa equação, o risco cresce ainda mais. O impacto sobre as artérias pode potencializar complicações cardiovasculares que já são comuns em pessoas com diabetes.
Sintomas prolongados e proteção da vacina
Além disso, os pesquisadores observaram que pessoas com sintomas prolongados da COVID-19, a chamada “long Covid”, apresentaram maior envelhecimento vascular.
Por outro lado, a vacinação reduziu o impacto da infecção sobre os vasos. Assim, os imunizados mostraram melhor proteção contra os efeitos de longo prazo da doença.
O que fazer
Apesar dos achados, especialistas reforçam que há caminhos para proteger o coração e os vasos sanguíneos. Portanto, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, controlar pressão, colesterol e glicemia e seguir o acompanhamento médico regular são medidas fundamentais. Para quem já tem diabetes, essas orientações se tornam ainda mais urgentes.
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